Número de mulheres inscritas em cursos superiores supera homens

… Quando os números ultrapassam a proporção do que existe na sociedade, algo parece estar errado…

A Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria sobre o crescimento do número de mulheres inscritas em cursos superiores. Nos últimos 13 anos, a diferença saltou para 22% em relação aos homens.

Além do fato das mulheres investirem em sua educação para alcançar melhores salários e cargos, um dos motivos da diferença é que muitos homens são obrigados a abandonar seus estudos ainda antes de terminar o ensino fundamental. Veja, a seguir, o trecho da matéria.

Se em 1991, a diferença de matrículas entre os dois sexos era de 132 mil, hoje ela já chega a 529 mil. Atualmente, cerca de 56% das matrículas nos cursos de graduação pertencem a mulheres. Isso em uma sociedade em que as mulheres representam cerca de 50,7% da população.

“Quando os números ultrapassam a proporção do que existe na sociedade, algo parece estar errado. Se o homem trabalha mais cedo, se quiser continuar trabalhando e se ele é pobre, como é o caso de 25% dos mais de nove milhões de estudantes do ensino médio, ele enfrentará uma dificuldade tremenda. Isso é um estímulo muito grande à evasão”, destaca Ristoff.

Leia a matéria da Folha neste link.

Prefeituras de SP terceirizam a educação

… não temos professores preparados o suficiente, não temos professores críticos, portanto, nossos alunos terão uma formação deficiente…

Deu hoje na Folha de São Paulo que algumas escolas públicas estão usando a verba que recebem das prefeituras para manter convênios com sistemas particulares. Mais de 129 municípios já “terceirizaram” as aulas.

Isso é assumir que o sistema público de ensino está falido. Se dependemos que escolas particulares montem apostilas e preparem os professores das escolas públicas, não temos professores preparados o suficiente, não temos professores críticos, portanto, nossos alunos terão uma formação deficiente.

Prefeituras de SP terceirizam a educação

Depois dos serviços de coleta de lixo, de varrição pública e de recapeamento asfáltico, os municípios estão terceirizando até mesmo a educação. Prefeitos de 145 cidades brasileiras, sendo 129 no Estado de São Paulo (um quinto das 645), passaram a usar os recursos federais destinados ao setor para pagar convênios com sistemas particulares de ensino, como o Objetivo, o COC e o Anglo.
Apesar de não ser ilegal, as parcerias são contestadas por especialistas, já que o dinheiro público é repassado ao setor privado e nem sempre os convênios firmados garantem uma melhora na qualidade de ensino.

Os municípios compram um kit básico que contém apostilas para os alunos, treinamentos periódicos para professores e planejamento pedagógico. Alguns pacotes incluem avaliações da rede e fornecem ajuda pela internet. As principais empresas não divulgam seus custos, mas eles variam de R$ 145 a R$ 260 por aluno/ano. As aulas ocorrem em escolas da rede municipal e os docentes são pagos pelas prefeituras.

Mesmo com boa parte dos pais aprovando a medida, educadores lembram que a responsabilidade de capacitar professores, elaborar projetos e oferecer material didático deve ser dos municípios. “Escolas não são empresas. Cada uma vive uma realidade e precisa de um projeto próprio. Não dá para impor um currículo único”, diz a chefe do departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da Faculdade de Educação da USP, Lisete Arelaro.

Fonte: Folha de SP

Atenção para as escolas técnicas

Um dos programas educacionais que merece destaque só foi lembrado pelo governo Lula no final de seu mandato, mas pelo menos foi lembrado.

As escolas técnicas vão ganhar mais professores e conseqüentemente o número de vagas vai aumentar. O ensino técnico é uma das formas mais importantes de profissionalização atual no Brasil - que ainda insiste em cultuar o bacharelado como única forma de educação, vide os programas de cotas universitárias.

Governo anuncia contratações para escolas técnicas

Brasília - O governo federal vai contratar mais 900 professores e 600 servidores paras as escolas de ensino técnico e tecnológico federais. O anúncio foi feito ao final de um encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os diretores dos Centros Federais de Ensino Tecnológico (Cefet), no Palácio do Planalto. As novas contratações serão para atender o programa de expansão dos Cefets, em que 32 novas escolas deverão ser construídas, 25 este ano.

A confirmação da contratação dos professores foi feita pouco antes do início da reunião com os diretores. O programa das escolas técnicas é o preferido do presidente Lula, que reconheceu: “Eu tenho paixão especial pelas escolas técnicas”. Lula lembrou da época em que fez o curso técnico de torneiro mecânico e disse que foi o primeiro a ter “uma casa, um carro, uma televisão em uma família de oito”, por ter feito um curso técnico. Lula aproveitou para cutucar seu antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Possivelmente quem já fez um curso de pós-graduação na Sorbonne não tem essa dimensão. Eu tenho. Eu tenho a exata dimensão do que vale um curso profissional, por mais simples que ele seja”, afirmou. Fernando Henrique tem um doutorado na Universidade de São Paulo - como o ministro da Educação, Fernando Haddad, que estava ao lado de Lula - e um pós-doutorado na Universidade de Paris.

O presidente disse ainda que o País está muitos anos atrasado na educação por falta de continuidade de investimentos dos governos anteriores. “Houve muito tempo perdido. Se tivesse uma meta de crescimento das universidades teríamos hoje o dobro do que tínhamos na década de 70. Lamentavelmente se parou. E nas escolas técnicas foi a mesma coisa”, afirmou Lula, que disse ter se assustado ao descobrir que teria que revogar uma lei que proibia o governo federal de construir novas escolas técnicas.

A legislação, de 1998, dizia que a União só poderia criar novas escolas se Estados, municípios, ONGs ou o setor produtivo assumissem a manutenção, o que dificilmente acontecia. “É um negócio inimaginável, num País que precisa de educação profissional”, afirmou. “É engraçado porque essas coisas foram feitas pelos mentores do Estado moderno”.

A rede atual tem 109 escolas, entre escolas de ensino básico profissional, escolas técnicas agrícolas e Centros de Ensino Tecnológico (Cefets), recentemente transformados em centros universitários e que reúnem ensino técnico de nível básico e de ensino superior tecnológico. No total, atendem 230 mil alunos. Com a expansão serão abertas mais 67 mil vagas.

Fonte: Estadão

Pouca segurança nas escolas

Saiu no Estadão um levantamento sobre os resultados do Bolsa Família refletidos no desempenho escolar das crianças beneficiadas.

Um outro fato importante registrado nessa pesquisa é que muitas crianças não deixam de ir a escola apenas para fazer bicos ou trabalhos que auxiliam na renda da família, mas a violência nas escolas mantém muitas delas afastadas, pelos mais diversos motivos.

Veja abaixo um trecho da reportagem.

Bolsa Família registra apenas 2% de faltas não justificadas

Brasília - O último levantamento da freqüência escolar das crianças atendidas pelo Bolsa Família detectou que apenas 2% dos alunos tiveram mais de 15% de faltas não justificadas. São 298 mil crianças cujas famílias poderão ser retiradas do programa, caso seja constatada negligência. Dessa vez, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) decidiu verificar quais as causas dessas faltas e descobriu quem, no caso de pelo menos 6,8 mil crianças, a culpa não é da família: elas deixaram de ir à escola por causa da violência.

O ministério ainda descobriu que 815 adolescentes deixaram de ir à escola por estarem grávidas - outro tipo de caso, diz Rosani, que precisa de atenção das prefeituras.

Essa foi a quarta vez que o Ministério da Educação fez o levantamento de freqüência das crianças que estão no Bolsa Família. A verificação começou em outubro de 2004 quando descobriu-se que o Ministério do Desenvolvimento Social não fazia nenhuma fiscalização de freqüência. Nessa primeira verificação, 69,2% dos municípios responderam o pedido dessas informações. A partir desse período, o MEC passou a cortar o acesso dos municípios a programas de transferência voluntária, como convênios de reforma de escolas ou compra de transporte escolar, quando os relatórios não eram enviados.

Dessa vez, apenas 15 prefeituras não informaram a situação de seus 16.212 alunos ao todo. Duas delas em São Paulo: São João das Duas Pontes, com 156 estudantes, e Tuiuti, com 247 alunos.

Leia tudo aqui.

Propagandas escondem escolas públicas

Uma matéria publicada na Folha de São Paulo mostra que as escolas estaduais estão cobrando pelo uso da fachada para aumentar a receita. O único problema é que estão cobrando no mínimo 10 vezes a menos do que deveriam. Além de deixar a aparência da escola mais feia, arrecadam muito pouco dinheiro.

Administradores de escolas, a pergunta que faço é: vocês têm dó de cobrar pelo espaço? Isso é questão de responsabilidade com o dinheiro público. Se é preciso vender a fachada da escola para espaço publicitário, por favor, façam direito.

Propagandas escondem escolas públicas

Devido ao excesso de anúncios publicitários em suas fachadas, muitas escolas públicas em São Paulo estão escondidas ou tiveram suas características visuais radicalmente alteradas. Em troca, ganham, no máximo, R$ 350/mês por placa ou outdoor.

O aluguel do espaço em fachadas é utilizado como forma de gerar fontes extras de receita –o valor é depositado diretamente na conta da Associação de Pais e Mestres (APM) de cada escola.

As APMs recebem de R$ 100 a R$ 350 mensais por placa das empresas que instalam os outdoors, dependendo da área da cidade onde as escolas se localizam. O valor é irrisório se comparado ao que ganham essas mesmas empresas, que cedem cada placa a anunciantes por cerca de R$ 3.800 por mês.

Leia na íntegra aqui.

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