Aula com Hundred Dollar Baby

Que o pessoal do EscolaBR me desculpe, mas não consegui concordar com o texto sobre esses vídeos feitos na Escola Estadual Luciana de Abreu. Veja abaixo.

O vídeo do “antes do laptop”:

Meu comentário: uma classe, uma professora e um aluno fazendo um exercício de matemática na lousa.

Vídeo “depois do laptop”

Era o quinto dia de uso do laptop. Alguém conseguiu perceber qual era a matéria da aula com o Hundred Dollar Baby?

Hundred Dollar Baby

O vídeo mostra uma menina que diz ter entrado numa comunidade chamada “Linda”, que a amiguinha fez provavelmente no Orkut. Um menino falando que a professora ensinou ele “abrir o e-mail”. Uma aluninha ensinando a coleguinha a entrar no chat do Gtalk.

Não acho que isso seja “uma classe trabalhando em conjunto“, como disse o professor Ezequiel Menta, do EscolaBR.

Treinamento para os professores NOW!

Como a educação interfere no turismo

Da série “Brasil: país do futuro que espera o espetáculo do crescimento deitado eternamente em berço esplêndido”, segue o post inspirado nos fracos números do país na área do Turismo.

Em abril de 2007, a revista Exame publicou seu anuário de Turismo. A matéria “O desafio da mão-de-obra” conta que apenas 30% dos profissionais do turismo brasileiro ultrapassou 10 anos de estudo. Assim, as grandes empresas do ramo tomaram a iniciativa de investir em treinamento e ensino, incentivando a formação do funcionário, tudo para garantir a satisfação do cliente.

A edição revela também que o turismo brasileiro é movimentado por brasileiros. Estados que atingem altos índices de interesse de estrangeiros têm menos de 20% de seu público formado por “gringos”.

Lembro-me de quando visitei duas cidades da Bahia - Salvador e Lençóis (Chapada Diamantina) - tive a sensação de total amadorismo no trato do cliente. Embora, segundo o anuário, o estado da Bahia seja classificado como case de sucesso no ramo.

Stewart Mader

Como se fala estalactite em inglês?

“Adorei o Brasil, mas pretendo voltar aqui apenas quando eu souber falar língua portuguesa”. Este depoimento partiu de um jovem alemão, de 28 anos, eterno-universitário que passava a vida viajando. Havia duas semanas que ele estava no Brasil e ainda se sentia totalmente perdido com a falta de informações em qualquer outra língua que não fosse o português. Seria viável aprender uma língua para cada país que resolver visitar? Os responsáveis pelo setor no Brasil provavelmente pensam que sim.

Reclamação parecida veio de uma francesa, estudante, 21 anos, que viajava por toda a América Latina. “O país é incrível! Pena que eu não consigo entender o que o guia fala”. Nesta ocasião estávamos no Poço Encantado (foto abaixo), roteiro turístico da Chapada Diamantina. O guia local metralhou o nosso grupo com todas as informações que pode aprender em seus treinamentos. Vinte pessoas, somente cinco brasileiros. Ele explicou tudo em detalhes, contou a lenda do Poço, explicou sobre as formações rochosas da caverna. Tudo em português. Nós, que estávamos com espírito aberto de viajantes, tentávamos traduzir as informações para os estrangeiros. Mas quem disse que sabíamos como falar “cal” ou “calcário” em inglês? Os gringos, para não perder a amizade, acenavam com a cabeça e sorriam gratos pela tentativa (frustrada) de tradução simultânea.

Poço Encantado

1 - em nenhum ponto turístico da Chapada Diamantina havia guia em áudio em língua estrangeira
2 - em nenhum ponto turístico da Chapada Diamantina havia uma folha de papel sulfite xerocada com informações em língua estrangeira para suprir a falta de um guia bilíngüe
3 - os gringos têm dólar no bolso para pagar por esses itens básicos para aproveitar melhor o passeio

Conversei com o dono de uma das agências sobre a necessidade de preparar papéis e folders, já que ter um profissional bilíngüe é muito caro. Ofereci ajuda para encontrar bons tradutores, deixei meus contatos e nunca fui procurada. Isso aconteceu em maio de 2006. Uma amiga minha foi a Chapada Diamantina em abril deste ano e disse que continua a mesma coisa. Os turistas brasileiros continuam traduzindo mal as informações para os “gringos”.

Este dono de agência tinha me dito também que o número de turistas estrangeiros diminuía a cada ano. Está aí a prova que propaganda boca a boca funciona.

É claro que o cerne do desempenho pífio do turismo brasileiro não está apenas na barreira lingüística e a total falta de apreço por diminuí-la. A revista Exame revela que a falta de segurança pública é um dos fatores que mais afasta o turista estrangeiro. A seguir, os pontos negativos mais citados: sinalização turística, limpeza pública, segurança pública, telecomunicações e aeroportos.

Veja abaixo o ranking dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil:

Ranking

_O Brasil é o destino estrangeiro número um dos paraguaios, argentinos e uruguaios.
_O Brasil é o 25º destino preferido dos italianos, um dos povos que mais gastam com turismo. Mesmo assim, os italianos entram em nossa lista como o sexto povo que mais visita o Brasil!
_Países ricos como Reino Unido, Japão, Canadá, Austrália, só para citar alguns exemplos, sequer aparecem no nosso top 10.
_No top 10, oito povos são falantes de línguas neolatinas, o que pode tornar a viagem um pouco mais tranqüila.
_Dos dez que mais nos visitam, quatro são hermanos - vêm de pertinho - e só o Chile não faz fronteira com o Brasil.

E não é só isso!

O anuário de turismo de Exame disse que o Brasil faturou 4,3 bilhões de dólares com turismo no ano passado. Na matéria “Ruins de producão, bons de turismo“, publicada em março, diz: “na França, por exemplo, o turismo na campagne [turismo rural] move cerca de 26 bilhões de dólares ao ano e representa 33% do faturamento do setor”. Mesmo que o euro valha muito mais que o real, a discrepância entre os valores faturados é imensa. Pela matéria é possível entender que a França fatura aproximadamente 78 bilhões de dólares ao ano com turismo. Realmente, estamos na lanterninha do turismo mundial.

Tim O’Reilly e a educação na era web 2.0

O irlandês Tim O’Reilly, entusiasta do software livre e fundador da O’Reilly Media, deu seu depoimento sobre educação na era da web 2.0 para o blog de Steve Hargadon.

A entrevista - em áudio - é muitíssimo interessante, aborda vários assuntos, como inclusive o uso de tecnologia na educação. Para O’Reilly, a grande diferença é que os alunos de hoje não são mais consumidores de informação, como na era industrial. Hoje, qualquer pessoa pode produzir informação ou conhecimento e compartilhar com outros.

Outro ponto de vista interessante de O’Reilly é que ele não acha uma boa idéia empregar dinheiro em tecnologias para educação, que salas de aula com menos alunos teriam melhores resultados, já que os professores poderiam se dedicar mais para cada estudante, se tivessem um número menor de alunos.

Ouça a entrevista de Steve Hargadon com Tim O’Reilly aqui.

Descolando - alunos avaliam professores

Está prestes a ser lançado o site Descolando, que vai permitir que alunos avaliem professores. Fiquei sabendo da novidade no blog do Carreira Solo.

A iniciativa é da empresa Neoconn Tecnologia da Informação Ltda. Estou tentando entrar em contato com os criadores para trazer mais informações sobre essa ferramenta. Vamos ver se eles passam algum detalhe antes da estréia ;-).

Enquanto isso, você pode cadastrar seu e-mail no site para ser avisado do lançamento.

Descolando

[Atualização 09/05/2007] O comentário do Anderson fez com que o Fábio Cardoso, da equipe do site Descolando.com.br, se manifestasse por email. Segue abaixo a resposta:

Nossa proposta é ser um site de avaliação feito para os universitários e não para as universidade. Estamos desenvolvendo ferramentas de controle, para que o site não se torne um veículo de desavenças e humilhações. Os alunos avaliarão seus professores em critérios que realmente lhe interessam saber, e o objetivo é que estas informações sirvam para definir qual professor escolher na matéria do período seguinte!

Obrigado pela sua percepção para o site, essas visões são valiosas para apararmos as arestas do site. Queremos que o descolando! seja descontraído e sem formalidades, mas acima de tudo, queremos um site útil para os estudantes, e em momento algum faltar com respeito com professores.

[/Atualização]

Encontros e debates sobre educação e inclusão

No dia 24 de abril, aconteceu a apresentação do projeto de Extensão de alunos e pesquisadores da Faculdade de Educação da USP “Direito à Educação - Focalizando os alunos com necessidades educacionais especiais“. O resultado da pesquisa é um material para orientar professores no trato do aluno surdo ou com deficiência auditiva.

O site oficial da pesquisa diz:

A concepção deste material teve como intenção sensibilizar professores e demais profissionais das redes públicas de ensino, oferecendo conceitos, argumentos e propostas de ações, para que propiciem atendimento adequado aos alunos com necessidades educacionais especiais, sob a perspectiva da educação inclusiva.

Recomendo o download do PDF do Caderno de Apoio, que está no site do Vivência Pedagógica. Dois vídeos muito interessantes estão também disponíveis para download.

Aproveito para sugerir a todos que se interessam pelo assunto Educação e Inclusão, o II Encontro: Serviço de Apoio Pedagógico Especializado: contribuições para Educação Inclusiva.

Close
E-mail It