1º Congresso de Tecnologias na Educação acontece em outubro

Vi um release muito legal e importante para os edublogueiros, que foi divulgado no grupo de Blogs Educativos, falando do 1º Congresso de Tecnologias na Educação.

As atividades do congresso não vão acontecer ao mesmo tempo, para que todos os interessados possam participar. Além disso, para mostrar que somos educadores informatizados, o evento acontece on-line, entre os dias 27 a 31 de outubro.

A programação promete palestras de professores convidados, apresentação de artigos, relatos de experiência e minicursos.

A professora Fátima Franco já criou um blog para o aquecimento do evento, com mais informações: http://congresso-tec-educacao.blogspot.com/

Está aí a chance de professores que desenvolveram projetos bacanas de educação envolvendo tecnologia inscreverem seus artigos e trabalhos para que o pessoal possa conhecer e se inspirar.

As inscrições começam no dia 30 de julho. Envie seu trabalho e participe!

Cursos técnicos gratuitos abrem vagas para 2008

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece 2739 gratuitas em São Paulo. Serão oferecidas 33 habilitações para os períodos da manhã, tarde e noite em 22 municípios do Estado. As inscrições começam em 24 de março.
 
Outra dica são os cursos oferecidos pela Microsoft para suprir a demanda de mão-de-obra na área de Tecnologia da Informação. O Programa Students to Business (S2B) é uma iniciativa da empresa de softwares, através dos Centros de Inovação no Brasil, da parceria com diversas instituições de ensino e Governos.

Neste ano, o programa S2B acontecerá simultaneamente em 12 estados do país: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. As inscrições começaram na segunda-feira, 17 de março.

Computador na escola: Unicamp esquenta o debate sobre o uso da tecnologia na educação

O artigo publicado recentemente pela Universidade de Estadual de Campinas (Unicamp) causou um certo burburinho entre os professores que são contra e a favor do uso da tecnologia na educação. Desvendando mitos: os computadores e o desempenho no sistema escolar é o nome do texto publicado pelo Centro de Estudos Educação & Sociedade da Unicamp (CEDES Unicamp), que causou a movimentação na comunidade.

Devendando mitos… fala de uma exclusão educacional criada pelas “políticas públicas de educação que têm dado bastante ênfase à necessidade de informatizar as escolas e modificar práticas de ensino devido ao advento da sociedade de informação.” No estudo, os pesquisadores se baseiam em dados fornecidos pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) [de 2001] para verificar qual o resultado do uso do computador por crianças das 3º e 4º séries do ensino fundamental ao fazer as tarefas de casa.

Como tudo começou

Uma pesquisa publicada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2003, chamada Mapa da Exclusão Digital, analisou dados do SAEB 2001 e concluiu que alunos que têm acesso à Internet têm melhor desempenho na escola. O artigo Desvendando os mitos… foi escrito baseado nos mesmos dados dessa pesquisa e rebateu essa afirmação, dizendo:

“Na ausência de avaliações mais precisas, o referido estudo [Mapa da Exclusão Digital], que usou dados recolhidos pelo SAEB, desenvolve uma conclusão que serve e apoio à política governamental de investir em computadores e acesso à Internet, com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino. Este mesmo estudo também legitima iniciativas privadas que buscam o mesmo bjetivo.”

Das críticas ao artigo da FGV - feitas pela equipe de pesquisadores da Unicamp -, destaco a seguinte, que é inclusive o questionamento norteador da pesquisa Desvendando os mitos…:

“Um ponto aberto à crítica neste trabalho é que a análise não leva em consideração a classe socioeconômica do aluno. Por exemplo, a renda média das famílias incluídas (com computador no domicílio) é de R$ 1.677,00 e a renda familiar média dos excluídos está em R$ 452,00. Então, não está claro se o melhor desempenho dos incluídos é devido à posse do computador ou a uma renda significativamente maior. Assim, uma série de questões emerge: em primeiro lugar, será que o nível socioeconômico da família do aluno não tem um efeito maior sobre o seu desempenho do que ser proprietário de um computador?”

O que revela o artigo “Desvendando mitos: os computadores e o desempenho no sistema escolar”

O artigo feito pela Unicamp mostrou que os dados do SAEB podem ser destrinchados da forma que for mais conveniente. Nessa análise, a equipe de pesquisadores resolveu mensurar os resultados dos alunos que utilizam computadores para fazer seus deveres de casa, separando-os pela classe socioeconomica. O resultado é:

“Para os alunos de todas as séries e para todas as classes sociais o uso intenso do computador diminui o desempenho escolar. Para alunos da 4ª série, das classes sociais mais pobres, mesmo o uso moderado do computador piora o desempenho nos exames de português e matemática”.

Resumindo (com as próprias palavras do coordenador da pesquisa, Jacques Wainer), o artigo afirma que “idéias como a de dar um laptop para cada criança parecem péssima opção, principalmente considerando que ele piora o desempenho escolar entre as crianças mais pobres. Corremos o risco de transformar a inclusão digital em uma exclusão educacional”.

Aqui, repito a constatação feita por André, do blog Futuro Professor, em seu post Computadores e o Desempenho Escolar:
“a pesquisa se restringiu à análise estatística dos dados, não
discutindo as razões deste resultado. Vale a pena destacar que ela não
possui informações mais detalhadas sobre o uso do computador para as
tarefas escolares”.

As críticas

Alguns professores reclamaram da superficialidade da pesquisa, pelos mesmos motivos destacados no blog Futuro Professor, reproduzidos acima. Uma manifestação interessante foi a da professora dra. Léa Fagundes, que ganhou destaque na revista eletrônica EducaRede, na reportagem Em debate: computadores prejudicam os alunos?: “dizer que o computador é culpado pela criança não aprender é dizer: professor, a escola e a sociedade não estão sabendo ajudar a criança a usar o computador”, disse a professora durante o evento Campus Party 2008, em São Paulo.

Há também outras críticas que reclamam que os dados utilizados são ultrapassados, como as do professor dr. Cesar Nunes. Ele também lembra que artigos como esse podem comprometer o trabalho de pessoas sérias na área:

Além de enfrentarem as dificuldades internas nas escolas inerentes aos processos de transformação pelo uso dos computadores, aqueles que estão fazendo bons trabalhos e mostrando o caminho têm que enfrentar também as dificuldades por serem colocados dentro do mesmo saco daqueles que fazem mau uso da tecnologia como fazem os autores do artigo. Será que eles percebem o desserviço que fazem ao desvalorizar dessa maneira as boas iniciativas que pipocam no processo natural de inovação?

Minhas críticas

Da mesma forma que “selecionei” o conteúdo para escrever esse post, todas as pesquisas que resolvem tirar uma conclusão, selecionam os dados que mais lhe interessam. Portanto, é indispensável abrir os olhos para qualquer pesquisa.

O que mais me impressionou nesse debate foi: tanto o texto Desvendando mitos… quanto os professores que criticaram o artigo usaram os mesmos argumentos para defender suas respectivas opiniões. Incrível, não é? Opinões distintas são defendidas pela mesma idéia: o computador sozinho não realiza o milagre da educação! Isso significa que estamos dando voltas no mesmo assunto, sem evoluir.

Se já chegamos a essa idéia comum, que tal pensarmos nos próximos passos? Que tal se os professores que conseguissem bons resultados com o uso da tecnologia em sala de aula mostrassem suas metodologias, suas reflexões?

Deixo abaixo a reflexão da professora Martha Stone, da Universidade de Harvard:

“Uma das dificuldades mais duradouras em torno da questão de tecnologia e educação é que muitas pessoas pensam em tecnologia em primeiro lugar e depois em educação”

Você realmente precisa do Twitter para dar uma aula?

Mal surge uma ferramenta “nova” na web e alguns tentam dar um fim educativo para aquilo. No entanto, é preciso prestar bastante atenção nesse discurso professor 2.0.

Refiro-me ao uso da ferramenta de microblogging Twitter em educação. Se para o uso cotidiano o Twitter divide opiniões, seu uso em sala de aula tem utilidade bastante duvidosa.

Alguns professores já escreveram que a ferramenta pode ser boa para uso em sala de aula porque as discussões ficam mais objetivas, resumidas a 140 caracteres. Além disso, pode ser usado como fórum para debates. Ou ainda tem quem aponta a utilidade de quadro de avisos, para lembrar o aluno do dever de casa.

Blá, blá blá. Os fãs da ferramenta vão precisar de um pouco mais de esforço argumentativo e criatividade para mostrar que o Twitter é algo bacana para ser usado em sala de aula. Essas ladainhas parecem empolgação da moda, como diz o professor Sergio Lima.

Aos professores, sugiro que avaliem sempre se há real necessidade do uso ferramentas on-line. Em caso positivo, pense novamente e avalie se a atividade poderia ser realizada com papel e caneta. Se tudo apontar para a internet como parte de seu programa de aula, dê coerência para a atividade, fundamente bem seu uso, para que o aluno finalmente aprenda a matéria.

Em tempo, gostaria de saber dos professores usuários de Twitter se existe alguma idéia consistente para uso em sala de aula. Se tiverem sugestões, compartilhem e coloquem na roda para discussão!

Leia artigos de 17 revistas da Universidade Federal de Goiás grátis

Deu na Agência Fapesp: A Universidade Federal de Goiás (UFG) lançou seu Portal Periódicos Eletrônicos, com 17 revistas que trazem resenhas e textos sobre resultados de pesquisas, além de cerca de 2 mil artigos científicos. O acesso é gratuito mediante cadastro para obtenção de login e senha.

Aproveito para recomendar o texto da revista Interação, “Teias de inter-relações no ambiente digital“, de Maria Cristina Lima Paniago Lopes. 

Estudante em frente ao laptop - comunidades virtuais e aprendizado

O artigo fala da experiência da professora ao implementar uma comunidade on-line de aprendizagem. Ela analisa as reações de sua turma ao longo do curso, as relações professor-aluno-aluno na comunidade, o papel do professor como mediador e fomentador de debates e discussões sobre os temas propostos.

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