Cursos técnicos gratuitos abrem vagas para 2008

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece 2739 gratuitas em São Paulo. Serão oferecidas 33 habilitações para os períodos da manhã, tarde e noite em 22 municípios do Estado. As inscrições começam em 24 de março.
 
Outra dica são os cursos oferecidos pela Microsoft para suprir a demanda de mão-de-obra na área de Tecnologia da Informação. O Programa Students to Business (S2B) é uma iniciativa da empresa de softwares, através dos Centros de Inovação no Brasil, da parceria com diversas instituições de ensino e Governos.

Neste ano, o programa S2B acontecerá simultaneamente em 12 estados do país: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. As inscrições começaram na segunda-feira, 17 de março.

Você sabe como despertar em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Dados da Rede Iberoamericana de Ciência e Tecnologia (Ricyt), da Argentina, revelam que o Brasil tem o pior índice de interesse por ciência entre os países da América Latina.

A pesquisa foi realizada em sete grandes cidades do Brasil, além de Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá e Chile. Em São Paulo, 35% dos entrevistados disseram não se interessar por ciência, porque não compreendem os textos de conteúdo científico.

Esses dados foram revelados por Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, durante o congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, em Madri, Espanha. Para o secretário, a falta de interesse do público pela ciência é um fato inserido em um contexto mais amplo, que envolve variáveis como cultura geral e estímulo que o indivíduo recebe pelos meios de comunicação.

A conclusão do secretário é que é muito importante a capacitação dos pesquisadores, cientistas e jornalistas para que juntos possam divulgar as produções científicas e consolidar a cultura no país.

O secretário se esqueceu, porém, de citar os professores, talvez a forma mais estratégica de divulgar a importância da pesquisa, ciência e tecnologia. O professor pode, desde cedo, desmistificar a dificuldade dos textos científicos. Esses são capazes de mostrar que textos técnicos, na verdade, encurtam nosso caminho para conclusões, além de aumentar o poder de análise e reflexão dos estudantes (e de todos).

Como você, professor, desperta em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Estudantes ainda têm aulas em escolas de latinha em São Paulo

Hoje é dia de volta às aulas em várias escolas estaduais em São Paulo. Uma triste notícia é que muitas crianças vão continuar estudando nas famosas escolas de latinha. A diferença é que agora esses prédios estão maquiados de alvenaria, como denuncia a matéria do Estadão de hoje, no caderno de Vida e Educação.

Em outubro de 2005, o caderno de Educação da Folha de São Paulo já falava que em 2006 todas as escolas de latinha seriam trocadas por alvenaria. Na mesma reportagem, pode se perceber o perigo de estudar em escolas com essa estrutura, chamada de padrão Nakamura, pois seu telhado de zinco atingia 60ºC em cidades do interior de São Paulo.

1,4 milhão de jovens largam o ensino médio

…A escola não é um ambiente agradável. É preciso trazer para o currículo coisas ligadas ao cotidiano…

E então, professor? Por que nossos jovens estão abandonando os cursos do ensino médio?
1,4 milhão de jovens largam o ensino médio [leia aqui na íntegra]

Quinze em cada cem jovens matriculados no ensino médio abandonaram os estudos no Brasil em 2004. Isso significa que 1,402 milhão de alunos deixaram a escola num universo de 9,169 milhões de matrículas. É o maior índice de abandono desde 1996.

Também é praticamente o dobro do registrado no ensino fundamental, etapa em que oito a cada cem estudantes matriculados abandonaram a sala de aula.

É o que mostra o último Censo Escolar, divulgado neste mês pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao Ministério da Educação.

Além dos casos de abandono, o Censo aponta que dez em cada cem estudantes do ensino médio foram reprovados em 2004. São pouco mais de 965 mil jovens. Esse também é o maior índice registrado desde 1996.

Os dados incluem as redes pública e particular, porém essa última detém só 12% das matrículas e os menores índices de reprovação (5,48%) e abandono (1,53%).

Atenção

Especialistas ouvidos pela Folha alertam que o abandono e a reprovação, aliados ao fato de o número de matrículas no ensino médio ter caído 1,5% entre 2004 e 2005, devem despertar a atenção das autoridades para detectar os motivos da falta de interesse dos adolescentes pelas salas de aula.

Ele cita ainda outros três fatores que devem ser analisados –a tendência de migração dos alunos do ensino médio regular para a Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo, que é concluído em prazo menor), a necessidade de políticas de apoio ao estudante, como merenda e transporte, e a falta de professores de algumas disciplinas, principalmente nas áreas de ciências.

A falta de condições do ensino médio causa um desestímulo aos alunos“, concorda a coordenadora de programas da ONG Ação Educativa, Vera Masagão. “Na primeira oportunidade, eles vão para o mercado de trabalho. O ensino médio cresceu muito rápido, sem um aumento significativo de recursos”, diz.

A presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Juçara Dutra Vieira, também cita a “falta de perspectiva” oferecida pelo ensino médio aos jovens. “Em termos de inclusão e de mercado de trabalho, o ensino médio não tem dado muitas respostas”, afirma.

Dados do IBGE

Essa percepção pode ser traduzida em números. O Brasil tinha em 2004, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 34,8 milhões de jovens entre 15 e 24 anos. Representavam 19,1% da população total.

Por outro lado, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada em seis regiões metropolitanas em dezembro do ano passado, indicava que 23% dos brasileiros entre 16 e 24 anos não estudavam nem trabalhavam.

O presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Thiago Franco, dá pistas do que o jovem busca: “A escola não é um ambiente agradável. É preciso trazer para o currículo coisas ligadas ao cotidiano, discutir como a sociedade está. E o ambiente também deve ser mais democrático dentro da escola, com grêmio estudantil, clima de participação”.

O que afasta as crianças da escola?

…a escola não oferece atrativos suficientes para garantir a permanência dos alunos e o principal problema é a falta de financiamento.

A falta de documentação e as doenças são os principais motivos que deixam fora da escola 7 milhões de jovens brasileiros com até 17 anos de idade. Outros 5,3 milhões não estudam por falta de vontade ou porque entendem que já concluíram o curso desejado.

Os dados foram retirados do suplemento “Aspectos Complementares de Educação e Acesso a Transferências de Renda de Programas Sociais 2004″, lançado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação faz uma radiografia do acesso e aproveitamento do sistema educacional público e privado no país.

A pesquisa mostra que, em 2004, 809 mil crianças e adolescentes na faixa dos 7 aos 14 anos de idade ainda estavam fora da escola. O número representa 2,9% dos quase 28 milhões de pessoas nesta faixa etária. Em 1993, eram 11,4% de crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos de idade fora da escola; em 1998 a proporção caiu para 5,3%; em 1999 para 4,3% e em 2003 para 2,8%.

Ainda nessa faixa etária, a maioria (362 mil) alegou que não estudava por falta de documentação, doença ou incapacidade. O segundo motivo (261 mil) foi a falta de vontade própria. Dos quase dois milhões na faixa etária dos 15 aos 17 anos, a maioria (886 mil) declarou não estudar por vontade própria. Depois (517 mil) por doença ou incapacidade e logo depois (390 mil) porque tinha que trabalhar.

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