Como encontrar uma escola pública de período integral em São Paulo

Alguns internautas escreveram emails me perguntando como é possível descobrir quais são as escolas de São Paulo que têm período integral.

Basta consultar o site da Secretaria de Educação de SP na área de Escolas com Período Integral.

Se você não conseguir localizar uma escola por esse site, ligue para a Diretoria de Ensino de sua região. O número da Diretoria de Ensino de sua região pode ser encontrado no site da Secretaria de Educação de SP, na seção Central de Atendimento (na barra superior).

A Diretoria de Ensino certamente irá informar o nome de todas as escolas de período integral próximas a sua casa.

Estudantes ainda têm aulas em escolas de latinha em São Paulo

Hoje é dia de volta às aulas em várias escolas estaduais em São Paulo. Uma triste notícia é que muitas crianças vão continuar estudando nas famosas escolas de latinha. A diferença é que agora esses prédios estão maquiados de alvenaria, como denuncia a matéria do Estadão de hoje, no caderno de Vida e Educação.

Em outubro de 2005, o caderno de Educação da Folha de São Paulo já falava que em 2006 todas as escolas de latinha seriam trocadas por alvenaria. Na mesma reportagem, pode se perceber o perigo de estudar em escolas com essa estrutura, chamada de padrão Nakamura, pois seu telhado de zinco atingia 60ºC em cidades do interior de São Paulo.

Pedagogia do afeto

Cuidado com as idéias que são convenientes a nossos governantes.

Época de eleição. Somos obrigados a engolir as promessas de quem está lutando pelo poder.

O candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PSDB, José Serra, já anunciou que em seu governo dará atenção especial para a educação.

Uma pergunta que gostaria de fazer é: “Senhor candidato, você vai dar atenção fazendo investimentos financeiros ou apenas mandando a escola agir com amor?”.

Parece loucura essa pergunta, mas o Secretário da educação de São Paulo, Gabriel Chalita, propunha a “Pedagogia do amor”, que consiste - a grosso modo - em educar pelo afeto, conquistar a disciplina pela confiança, carinho. Ok, amor é necessário, mas que tal contratar mais funcionários, mais professores, criar laboratórios de informática com instrutores…

Em entrevistas recentes que fiz com professores, para realizar um trabalho na licenciatura, uma mestra reclamou que não podia levar os alunos para uma aula em laboratório de ciências porque não tinha um técnico de laboratório, não tinha material, não poderia dividir a turma. Ou seja sem condições de trabalho. “Tenho 50 minutos para preparar o laboratório, limpar da outra turma, arrumar o novo material e ainda dar aula prática para outros 40 alunos. E tudo isso sozinha”, disse a professora de ciências. “A estrutura que temos hoje nas escolas é um faz de conta que alguém ensina e outro faz de conta de que alguém aprende. Aqui na escola tem um diretor, uma merendeira e uma faxineira, além das professoras. Nem gente na biblioteca tem”, contou um diretor.

Amor é bom, mas a educação precisa também de verbas. Gostaria de deixar um trecho de um texto da professora Dra. Denise Trento Souza, em “Formação contínua de professores e fracasso escolar: problematizando o argumento da incompetência”.

“Aqueles que definem as políticas educacionais e elaboram os programas educacionais parecem tomar emprestadas do universo da literatura academica apenas as idéias e análises mais convenientes, que lhes serão politicamente mais vantajosas, tipicamente aquelas que auxiliarão o desenvolvimento de ações de maior visibilidade para o público em geral, em benefício do governo do momento.”

Ensinando a pensar

…A questão da falta de professores no ensino médio exige atenção…

O Ministério da Educação (MEC) quer tornar obrigatórias as disciplinas de filosofia e sociologia no ensino médio de todo o País. A proposta foi enviada para discussão do Conselho Nacional de Educação (CNE) e a decisão deve sair até o fim de março. Atualmente, as matérias já são oferecidas em redes de ensino de 12 Estados, obrigatoriamente ou como opção para os alunos.

Essa é a primeira vez que a questão volta a ser debatida nacionalmente desde 2001, quando o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que pedia a volta das disciplinas. Na época, ele alegou que faltavam professores para cumprir a futura demanda. “A questão da falta de professores exige atenção, mas faltam também para física, química e biologia no ensino médio. Isso não pode ser obstáculo para que elas façam parte da grade curricular”, diz a diretora de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do MEC, Lúcia Helena Lodi.

Leia tudo aqui.

Uma escola de lata a menos

Desde que o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (1996 -2000) resolveu construir escolas de lata para aumentar o número de vagas, só agora estão sendo trocadas por alvenaria.

Isso significa que aproximadamente 10,8 mil crianças assistiram aulas em escolas de paredes de lata, que além de acularem sujeira, são como estufas de tão quentes.

No ano passado, foram substituidas 20 escolas de lata por alvenaria. Ontem, mais uma escola de lata deixou de existir, em Pirituba. Um vexame a menos. Ainda faltam 30…

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