Das Cotas

quarta-feira, maio 31, 2006 10:35
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Onde os direitos dos cidadãos são respeitados não se fala de cotas ou privilégios.

Cotas nas Universidades de novo. Li manifestações em blogs sobre a notícia “46% dos cotistas zeram em vestibular“.

Para quem quiser seguir a discussão, o Tupi na Taba mostra uma entrevista publicada no Estadão com o economista Marcelo Paixão, que é a favor de cotas. E o blog do Jônatas também se manifestou sobre o assunto.

Todos os cidadãos têm o mesmo direito de freqüentar a universidade pública e gratuita, afinal “ricos” e “pobres” pagam os impostos que sustentam essas instituições. O ingresso nessas universidades é feito por provas, e ganha a vaga quem acerta mais perguntas. Um aluno elimina o outro.

Se as poucas vagas das Universidades Públicas são ocupadas por alunos vindos das escolas particulares – que abrigam a menor parte dos estudantes do país – algo está errado, e certamente não é com o vestibular.

No post do Cris Dias – que declarou ser avesso as cotas – li o seguinte comentário, feito por Carlos Aquino: “Faculdade Pública para Alunos da rede pública.
Faculdade Particular para quem tem grana.”

Se o sistema de educação fundamental e de ensino médio oferecido pelo governo está FALIDO – falar de cotas prova que temos um sistema de educação falido, que não prepara o aluno para ingressar em um curso superior-, por que não abortar essa discussão sobre cotas em universidades e PEDIR cotas em colégios e escolas particulares para a população pobre? Afinal a obrigação dos nossos governos é dar escola básica de qualidade para os estudantes. Neste caso lhe parece mais justa a cota? Pois não é.

Não podemos ter o pensamento “pra quem tem grana”, “pra quem é negro”, “pra quem é homem”. É o mesmo que aceitar a sociedade de privilégios. E onde há privilégios não há respeito pelos direitos universais do cidadão. A educação básica (de qualidade) é um direito universal que nos é privado. Vamos exigir políticas para educação de base antes de pensar da superior.

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3 Respostas to “Das Cotas”

  1. Rafael Slonik says:

    março 21st, 2006 at 11:24 am

    Lendo o que você escreveu me lembrei da Teoria das Inteligências Múltiplas. Não existe somente uma forma de ser inteligente, sendo assim é impossível medir inteligência, seja com testes de QI ou notas escolares.

  2. carzakino says:

    março 21st, 2006 at 11:26 am

    Sou péssimo em notas.
    Notas são coisas teóricas.
    Eu sou ótimo na prática.

  3. Sérgio Lima says:

    março 21st, 2007 at 11:25 am

    Olá Débora!

    Muito interessante sua abordagem, e destaca a complexidade da questão. É claro que por debaixo do capô desta questão existem muitas outras questões, de complexidades variadas.

    É assunto para vários posts Legal também pela biblografia
    abraços

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