Desabafo de uma professora
quarta-feira, abril 26, 2006 21:55Postado em: Sem categoria
(…) professores acomodados, que se contentam com a banalização da Educação.
Por muito tempo pensei que se concentrasse somente na família a responsabilidade pelo sucesso da educação dos alunos. Via o processo assim: a escola ensina a matéria (português, matemática etc), pais educam. Se a criança não tem estrutura em casa, não vai conseguir acompanhar as aulas.
Talvez essa idéia tenha surgido porque é mais fácil achar um culpado frágil: a família brasileira. E os professores se beneficiam há anos desse pensamento comum.
O blog do Professor Atílio de Oliveira traz uma carta de uma professora gaúcha indignada com a atual situação do ensino e acomodação dos professores.
” (…) Pois, professores acomodados, que se contentam com a banalização da Educação, que se conformam com um Sistema de Exploração que torna índigno os espaços educacionais (cada vez mais sucateados e com menor número de recursos humanos) não podem dar bons exemplos mostrando desunião e total apatia frente os problemas da Sociedade e a vulgarização do ENSINO PÚBLICO”.
Leia a carta da professora aqui.
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Antonio Kuntz says:
abril 20th, 2007 at 1:08 pm
Caso você não tenha se dado conta ainda, o governo brasileiro permite que a profissão professor seja um sub-emprego, incentivando, através do MEC e outras instâncias, a contratação de professores por hora/aula e por tempo determinado. O que obriga todo professor a procurar emprego a cada seis meses e trabalhar em quatro a cinco escolas diferentes, sem planos de carreira, sem chances de criar vínculos efetivos com qualquer estabelecimento. Infelizmente, este tipo de contexto afasta os melhores profissionais e restam apenas os medianos que por natureza se sujeitam a essa venda de mão de obra quase escravista. Caso o governo proibisse a contratação de professores por hora/aula e por contrato temporário, os estabelecimentos escolares seriam obrigados a se reorganizar para criar e manter equipes melhores e mais engajadas com as propostas educativas e o cotidiano da escola. Teríamos a eduçação de qualidade que tanto almejam e já possuímos no passado. O quadro atual se deve a um pouco de tudo, à ditadura militar, ao anacronismo das idéias socialistas e pedagógicas e ao pseudo neoliberalismo que deu lugar a manipulações de poder que consideram a educação um serviço assistencial como outro qualquer. A ausência de planos gerais ou ideais educacionais pragmáticos nivela a educação à assistência social filantrópica e retira dela o status de privilégio, transformando-a em direito, porém, sem as salvaguardas necessárias que a garantam enquanto qualidade e oportunidade real. No final das contas, o problema educacional é um problema trabalhista, trata-se de mão de obra não organizada socialmente. Em vez de salários, os professores devem lutar pela eliminação da contratação hora/aula e pela proibição de poder trabalhar em mais de um estabelecimento escolar. Todo professor só deveria ser contratado em tempo integral, com dedicação exclusiva. Somente a partir disso os salários subiriam, naturalmente. Pois os professores se tornariam trabalhadores comuns e não mais sub-empregados. A solução é simples e, por isso, mais viável que outras quimeras e pudendices.
Harlei Cursino Vieira says:
junho 3rd, 2007 at 5:58 am
A Secretaria de Educação deveria abrir concurso público para professor de português, pois sou temporário e temporário não tem nenhuma garantia. A
qualquer momento que chegar um professor concursado, o temporário é obrigado a sair, cedendo a vaga ao professor concursado. Quem perde com isso é o aluno, que já está se acostumando com o professor temporário e também o professor temporário que também perdeu o seu emprego. O governador deveria abrir concursos para professores e tratar os professores com mais
respeito.
Harlei Cursino Vieira says:
junho 3rd, 2007 at 5:59 am
Secretaria de Educação do DF deveria abrir concurso público para professor (30/05/2007)
Concurso:
Autor:
A Secretaria de Educação deveria abrir concurso público para professor de português, pois sou temporário e temporário não tem nenhuma garantia. A
qualquer momento que chegar um professor concursado, o temporário é obrigado a sair, cedendo a vaga ao professor concursado. Quem perde com isso é o aluno, que já está se acostumando com o professor temporário e também o professor temporário que também perdeu o seu emprego. O governador deveria abrir concursos para professores e tratar os professores com mais
respeito.
cleber ribeiro do amaral says:
junho 17th, 2007 at 12:02 pm
É realmente é vergonhoso a situação do professor no Brasil.
Como diz o colega Antônio devemos reverter esse quadro já, com o apoio de cada um iremos fazer atraves da educação uma grande nação.
Ângela Maria Marques de Andrdae says:
junho 19th, 2007 at 11:59 am
Sou professora temporária do estado do Ceará há sete anos. Mas srá que temporário se aplica a um profissional que trabalha há tanto tempo na mesma escola? A quem interessa trabalhadores temporários? a Nós professores só tem trazido desrespeito e a certeza do pouco valor a uma classe tão importante no desenvolvimento do país. Há anos a educação é colocada em pauta como a coisa mais importante para acabar com vários problemas como o desemprego, a violência, etc… É dessa forma que a educação é tratada nesse país. O que fazem com os temporários é desumano. Somos temporários para tirar nossos poucos direitos. A cada ano somos contratados e ou demitidos . Acaba que nos sentimos um nada… Merecemos respeito e consideração
Harlei Cursino Vieira says:
junho 30th, 2007 at 10:44 pm
Também concordo com isso! O Governador José Roberto Arruda do DF deveria abir concursos para professores de português!Obrigado pela participação!
A Secretaria de Educação deveria abrir concurso público para professores de português, pois sou temporário e temporário não tem nenhuma garantia. A
qualquer momento que chegar um professor concursado, o temporário é obrigado a sair, cedendo a vaga ao professor concursado. Quem perde com isso é o aluno, que já está se acostumando com o professor temporário e também o professor temporário que também perdeu o seu emprego. O governador deveria abrir concursos para professores e tratar os professores com mais
respeito.
O temporário devia ser mais bem respeitado. Então o governador sanciona uma lei, dizendo que o professor que estiver em Sala de Aula vai ganhar R$400,00 reais a mais de pó de giz e quem está em licença volta e o temporário é obrigado a sair e ficar aguardando e rezando em casa para surgir uma oportunidade para trabalhar! A que ponto chegamos! Como dizia Renato Russo: Que país é este?
Harlei Cursino Vieira says:
julho 4th, 2007 at 8:34 pm
Olha o caos que anda a educação no Brasil:
04/07/2007 - 19h29
Servente é pisoteada por alunos no interior de SP
Da redação
A Polícia Civil de Dracena, interior de São Paulo, começou a investigar nesta quarta (4) o caso da servente Nair Silva Alves, 67, que teve dois braços quebrados e ferimentos num dos olhos ao ser pisoteada por estudantes da 5ª a 8ª séries da escola estadual Nove de Julho.
Alves foi atropelada pelos alunos na terça (3), quando abriu o portão que dá acesso às salas de aulas. “Não vi quem foi. Só sei que alguns alunos me empurraram e cai de bruços; entrei em pânico e comecei a gritar por socorro”, contou Nair, depois de ir à polícia registrar queixa nesta quarta.
A servente, que disse temer retaliações dos alunos, acabou convencida pela filha Gessilene Alves de Abreu a formalizar a denúncia, mas mesmo assim, disse que as agressões podem ter ocorrido de forma “involuntária”.
O delegado Antônio Simonatto, que responde pela Delegacia da Mulher, disse que vai apurar um caso de lesões corporais envolvendo menores. “Hoje mesmo os investigadores foram à escola para descobrir quem foram os responsáveis pelos ferimentos causados na vítima”, disse.
Nair, que completa 30 anos de atividades no ensino público de São Paulo em 27 de julho, disse que “os alunos não respeitam professores, funcionários, diretores, ninguém”. Ela afirma que sua vontade é deixar logo a profissão. “Passei grande parte da minha vida cuidando de estudantes e não sabia que se este seria o meu presente. Minha vontade é largar tudo agora, mas tenho de completar o tempo da aposentadoria. Felizmente, falta pouco para isso”, conta.
A direção da escola não quis comentar o caso. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação enviou uma nota dizendo que a servente recebeu “um esbarrão” dos alunos, caiu e sofreu ferimentos
IARA MARTINS says:
julho 11th, 2007 at 9:22 am
Hoje acordei e parei para pensar, meu Deus, não é possível que gastei tanto dinheiro fazendo um curso superior, para ficar trabalhando de atendente, ganhando R$ 480,00, terminei o curso de Letras Português/Inglês em Dezembro de 2007, e não tem nem previsão da data que abrirá concursos, e nem contratos temporários. Governador Arruda olhe melhor para as condições das escolas públicas, não tem professores o suficiente, vamos dar um ensino de qualidade aos alunos que assim o nosso país poderá melhorar!!!!!!!!!!! CONCURSOS JÁ!!!!!!!!!!
Harlei Cursino Vieira says:
setembro 1st, 2007 at 6:17 pm
E o contrato temporário, tem suas vantagens e desvantagens. A vantagem é que quando você começa a trabalhar é como se você tivesse passando férias: temporada em um lugar turístico. A saída é como a volta, a saída de um lugar turístico!
Harlei Cursino Vieira says:
setembro 19th, 2007 at 3:01 am
Brasil é o país que menos investe em educação, entre os 36 pesquisados por organização
18/09/2007 - 19:22:23
O Brasil investe pouco em educação e distribui mal aquilo que gasta. A conclusão está no relatório Educação num Olhar 2007, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De 36 países desenvolvidos e em desenvolvimento pesquisados pela entidade, o Brasil é o que menos emprega recursos para a área.
Em relação ao gasto por estudante, o país ficou em último lugar, com US$ 1.303 investidos por ano. A quantia equivale a 17,2% da média dos gastos dos países da OCDE, de US$ 7.572 anuais por aluno, e representa pouco mais de um décimo do investido pelos Estados Unidos, que lideram a lista com US$ 12.082. O Chile, único país sul-americano além do Brasil incluído no levantamento, investe US$ 2.864 e ficou em 32º lugar.
No caso do Brasil, o estudo revela ainda disparidades no gasto conforme os níveis de ensino. Segundo o relatório, o país foi o que apresentou a maior diferença entre os gastos na educação básica e no nível superior. Nos gastos por aluno no ensino médio, o Brasil está em último lugar, com US$ 1.033, e em penúltimo nos investimentos em ensino fundamental, com US$ 1.159, à frente apenas da Turquia.
As universidades brasileiras, no entanto, vivem situação bem diferente. O investimento brasileiro é de US$ 9.019 por estudante, o suficiente para garantir a 18ª posição na lista da OCDE, ao lado de nações desenvolvidas como a Espanha (US$ 9.378) e a Irlanda (US$ 10.211).
A quantia inclusive supera os gastos por universitário na Nova Zelândia, na Itália e em Portugal. O Brasil investe mais nessa área que a Coréia do Sul, onde é de US$ 7.095 o desembolso anual por aluno no nível superior.
Na comparação dos gastos com a riqueza do país, o Brasil aplica apenas 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, o suficiente para estar à frente da Rússia (3,6%) e da Grécia (3,4%), os últimos colocados. Quem lidera o ranking é Israel, onde os investimentos em educação chegam a 8,3% do PIB, seguido pela Irlanda (8%).
O estudo mostrou ainda a baixa qualificação da população do país: 57% dos brasileiros com 25 a 64 anos só têm até o nível primário. Apenas a Turquia, com 63%, e Portugal, com 59%, apresentam índices piores. Entre os países pesquisados, o Brasil também foi o que apresentou o menor percentual de estudantes no ensino superior (8%). No Canadá, que ficou em primeiro lugar, os universitários chegam a 46% da população.
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Educação informou que o responsável por comentar a pesquisa não estava em Brasília.
Agência Brasil
Professor Harlei Cursino Vieira says:
setembro 26th, 2007 at 4:18 am
Professor é assassinado na frente da escola no ES
Um professor de Educação Física foi assassinado com dez tiros em frente à escola onde trabalha em Viana, Região da Grande Vitória, na noite de ontem. O crime seria uma retaliação contra denúncias que ele vinha fazendo sobre o uso de armas por alunos na escola. De acordo com a Polícia Civil do Estado, o professor Renato Ramos tinha uma audiência marcada no Fórum de Viana, no próximo dia 2, onde prestaria depoimento sobre a identificação de alunos que ele conhecia que levavam armas para a Escola Municipal de Ensino Fundamental Tancredo Neves, em Eldorado.
Renato estava saindo com seu carro da escola quando um grupo em outro veículo chegou atirando. Os tiros atingiram a cabeça e o pescoço da vítima. As aulas de ontem foram suspensas. Hoje também não houve expediente. O delegado chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Cláudio Victor, não quis adiantar detalhes sobre a motivação do assassinato para não atrapalhar as investigações.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
setembro 26th, 2007 at 4:20 am
Professores municipais de SP suspendem greve
Os professores e funcionários da rede municipal de educação de São Paulo decidiram hoje suspender a greve iniciada hoje. Em assembléia do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), a categoria optou por encerrar a paralisação e definir um novo calendário de mobilização. A decisão foi tomada em função da baixa adesão à greve e à assembléia, realizada no centro da capital paulista.
Segundo Mônica Castellano Rodrigues, secretária de imprensa e comunicação do Sinpeem, a proposta agora é “voltar às escolas para mobilizar a categoria para a paralisação”. “Sentimos que falta esclarecimento sobre a proposta do governo, então a diretoria (do sindicato) vai percorrer as escolas para fornecer maiores informações sobre isso”, afirma.
Para a sindicalista, exemplo dessa falta de mobilização foi a baixa participação da categoria na manifestação de hoje, em comparação com a assembléia realizada no último dia 14 de setembro, que decidiu pela paralisação. Segundo números da Polícia Militar, aquela manifestação teve participação de 1,5 mil pessoas, enquanto a de hoje recebeu 700 profissionais.
Adesão
De acordo com a secretaria municipal de Educação, cerca de 5% das 1326 escolas da capital ficaram totalmente fechadas hoje em função da greve. A contabilidade leva em conta o levantamento até o meio-dia. Outros funcionários e professores podem ter aderido à greve em outros colégios, porém não causaram a total interrupção das aulas. O sindicato confirma esses dados.
Segundo Mônica, as negociações entre a prefeitura e o Sinpeem avançaram hoje, principalmente em questões sociais e de legislação, que não envolvem benefícios salariais. A pauta de reivindicações dos trabalhadores contém 33 itens, dente eles aumento salarial de 43% e incorporação do maior valor de gratificação paga aos professores, no valor de R$ 450. Uma nova assembléia da categoria, que pode decidir por uma nova paralisação, foi marcada para 9 de outubro.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
setembro 26th, 2007 at 4:21 am
Professores municipais protestam no centro de SP
Cerca de 800 professores da rede municipal se reuniram na tarde de hoje no centro de São Paulo para cobrar uma série de reivindicações, entre elas reajustes salarial. Com um carro de som, os manifestantes ocupavam duas das quatro faixas de uma via da região e, segundo a Polícia Militar (PM), o protesto era pacífico. Por enquanto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não tem informações sobre a situação do trânsito no bairro.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
setembro 28th, 2007 at 9:18 pm
Os govenantes brasileiros ainda não perceberam que a educação é a mola mestra que impulsionará o país a melhores patamares trazendo com isso uma melhor distribuição de renda e igualdade social. Já está mais que na hora de modificar este “quadro negro” em que está a educação. Se a somativa de dinheiro público desviado fossem revertidos para a educação seríamos os primeiros neste quesito. Enquanto não houver EDUCAÇÃO neste país seremos sempre massa de manobra e nunca uma NAÇÃO onde impere a igAqui em Brasília, por exemplo, deveria abrir concursos públicos para professores de Língua Portuguesa e fazer a Escola Normal de Taguatinga voltar a funcionar. Seria um grande investimento em educação por parte do Governador Arruda, com um custo mínimo, caso ele optasse por essa decisão.
ualdade e a justiça social.
Brasil é o país que menos investe em educação, entre os 36 pesquisados por organização
18/09/2007 - 19:22:23
O Brasil investe pouco em educação e distribui mal aquilo que gasta. A conclusão está no relatório Educação num Olhar 2007, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De 36 países desenvolvidos e em desenvolvimento pesquisados pela entidade, o Brasil é o que menos emprega recursos para a área.
Em relação ao gasto por estudante, o país ficou em último lugar, com US$ 1.303 investidos por ano. A quantia equivale a 17,2% da média dos gastos dos países da OCDE, de US$ 7.572 anuais por aluno, e representa pouco mais de um décimo do investido pelos Estados Unidos, que lideram a lista com US$ 12.082. O Chile, único país sul-americano além do Brasil incluído no levantamento, investe US$ 2.864 e ficou em 32º lugar.
No caso do Brasil, o estudo revela ainda disparidades no gasto conforme os níveis de ensino. Segundo o relatório, o país foi o que apresentou a maior diferença entre os gastos na educação básica e no nível superior. Nos gastos por aluno no ensino médio, o Brasil está em último lugar, com US$ 1.033, e em penúltimo nos investimentos em ensino fundamental, com US$ 1.159, à frente apenas da Turquia.
As universidades brasileiras, no entanto, vivem situação bem diferente. O investimento brasileiro é de US$ 9.019 por estudante, o suficiente para garantir a 18ª posição na lista da OCDE, ao lado de nações desenvolvidas como a Espanha (US$ 9.378) e a Irlanda (US$ 10.211).
A quantia inclusive supera os gastos por universitário na Nova Zelândia, na Itália e em Portugal. O Brasil investe mais nessa área que a Coréia do Sul, onde é de US$ 7.095 o desembolso anual por aluno no nível superior.
Na comparação dos gastos com a riqueza do país, o Brasil aplica apenas 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, o suficiente para estar à frente da Rússia (3,6%) e da Grécia (3,4%), os últimos colocados. Quem lidera o ranking é Israel, onde os investimentos em educação chegam a 8,3% do PIB, seguido pela Irlanda (8%).
O estudo mostrou ainda a baixa qualificação da população do país: 57% dos brasileiros com 25 a 64 anos só têm até o nível primário. Apenas a Turquia, com 63%, e Portugal, com 59%, apresentam índices piores. Entre os países pesquisados, o Brasil também foi o que apresentou o menor percentual de estudantes no ensino superior (8%). No Canadá, que ficou em primeiro lugar, os universitários chegam a 46% da população.
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Educação informou que o responsável por comentar a pesquisa não estava em Brasília.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
outubro 14th, 2007 at 11:36 pm
Zé brasileiro
Crianças 3° série 9 anos ainda não sabem escrever!
Vejam as dificuldades de escrever das crianças educadas neste país!
9 anos 3° série e ainda não sabem escrever!
Reportagem na íntegra no site abaixo, este é o futuro do Brasil!
Fernando Canzian
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult1470u302972.shtml
Na minha opinião, eu cursei a primeira série do curso de magistério em 1992 e fui aprovado para a segunda série do curso de magistério, em 1993; se as crianças de 9 anos que estão na terceira série do Ensino Fundamental não sabem ler, nem escrever, o problema pode estar na criança ou no desinteresse dos professores formados em magistério, em ensiná-las. Há muitos métodos para se ensinar uma criança a ler. Ninguém nasce sabendo. Primeiramente, tem que se ensinar o alfabeto. As crianças devem conhecer todo o alfabeto brasileiro, as letras, os sons, de a a z. Depois vem aquela maneira de formar as sílabas e consequentemente, as palavras. Podem usar gravuras e outros materiais como recortes de revistas, jornais e etc. É só usar a criatividade, a pedagogia, a didática e a capacidade, a criatividade do professor em relação aos problemas que vão surgindo no magistério.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
outubro 15th, 2007 at 12:09 am
Eu fiz o teste de seleção para entrar na Escola Normal de Taguatinga no início de dezembro de 1991. Eu passei em 15 lugar. Meu avô Valdevino Vieira Duarte faleceu no dia 19/01/1992. Na época, eu estava em Nova Guarapari-ES e não pude ir ao seu enterro. Para mim foi uma grande perda. Eu que gostava tanto dele. Quando eu cheguei em Brasília, já o haviam sepultado. Fui ao seu túmulo. As aulas na Escola Normal de Taguatinga se iniciaram no dia 08 de fevereiro. Na época, eu fui mal recebido por uns amigos que se diziam meus amigos: Isaque Francisco da Silva, Rudam Pereira de Sousa. Eu, na época, era muito jovem. Mesmo assim, consegui, ser aprovado, apesar de muitas greves que a Escola Pública fazia para o segundo ano de Magistério. Só sai, porque apaixonei por uma menina chamada Juliane Cursino de Castro, que me fez perder o segundo ano do Curso de Contabilidade em 1993, curso em que eu havia me transferido, mas eu peço a Deus que eu ainda consiga recuperar tudo aquilo que eu perdi desde aqueles dias até hoje, porque Deus é Fiel e eu acredito que eu sou filho dele!
Professor Harlei Cursino Vieira says:
outubro 16th, 2007 at 12:22 am
Mas em janeiro de 2001, eu resolvi voltar a estudar. Estudei 4 anos e meio de Letras(Português e Suas Respectivas Literaturas) e hoje sou Professor de Português.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
outubro 29th, 2007 at 11:48 pm
DF(Brasília)
Contratação de professores temporários terá novas regras (Não concordei muito com isso)
Mariana Branco
Do CorreioWeb
29/10/2007
16h09-O governo anunciou nesta segunda-feira as novas regras para contratação de professores temporários na rede pública de ensino do Distrito Federal. As alterações estão previstas no Projeto de Gestão Compartilhada das Escolas, apresentado nesta segunda-feira pelo Secretário de Educação, José Luiz Valente.
Escolas do DF terão mais recursos e autonomia
Sinpro critica programa de gestão do GDF
A partir de agora, os docentes deixarão de ter vínculo empregatício com a Secretaria de Educação e receberão apenas as horas de aulas dadas. Até então, as regras estabeleciam que o professor, quando convocado, assinava contrato de um ano e recebia salário integral de um docente da rede pública, incluindo as gratificações.
Os docentes temporários substituem os efetivos licenciados. Todos os anos, um banco-reserva é formado. Os professores são chamados conforme a necessidade. O problema é que a vigência do contrato é fixa – de 12 meses – e vale mesmo que o professor substituto fique apenas um ou dois meses em sala de aula. Com a volta do professor efetivo, ele é alocado para algum cargo administrativo. Se não houver algum disponível, recebe o salário sem trabalhar, até que termine o prazo de vigência.
As novas regras começam a vigorar a partir da próxima semana, após assinatura de decreto pelo governador José Roberto Arruda. O texto prevê uma relação de expectativa de direito do docente temporário com a Secretaria de Educação. “Quando chamado, ele não assina contrato. Entra em serviço imediatamente e recebe pelo tempo de aula dado”, explica Eunice Santos, assessora jurídica da Secretaria. Segundo ela, tudo está sendo feito dentro da legalidade. Hoje, quando é preciso chamar um professor temporário, ele demora 15 dias para entrar em exercício. “Isso gera um transtorno na escola. Professores efetivos têm que cobrir a ausência do colega até a chegada do temporário”, explica o secretário de Educação, José Luiz Valente.
Segundo Valente, o Distrito Federal não tem problema de falta de docentes. Hoje, a rede pública possui 41 mil professores, 28 mil deles na ativa. “Mantemos o banco de temporários apenas para suprir licenças de saúde, matrimônio ou maternidade. Elas acontecem com certa freqüência, até porque a maioria dos docentes é do sexo feminino”, afirma.
A remuneração de um professor do DF – a mesma que é paga na íntegra a um docente temporário - é de R$ 924, mais as gratificações. A Secretaria de Educação ainda não definiu o preço da hora-aula de um docente temporário no novo sistema. Mas, a princípio, o parâmetro será o vencimento básico de um funcionário efetivo.
Concurso público
A coordenadora de imprensa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), Rosilena Corrêa afirma que a maior rapidez na contratação de temporários resolve é um avanço no funcionamento da rede pública de ensino. Entretanto, em última instância, a entidade é a favor da realização de concurso público.
“Insistimos que haja concurso para que se tenha o mínimo de temporários possível. Também achamos que deve haver justiça na definição do valor dessa hora-aula. É exigida uma formação desses professores, não deve haver discriminação”, afirmou a coordenadora. Ela acrescentou que o Sinpro aguarda o anúncio do valor que será definido pelo governo.
Professor Harlei Cursino Vieira says:
outubro 29th, 2007 at 11:53 pm
Contratação de professores temporários terá novas regras
Mariana Branco
Do CorreioWeb
29/10/2007
16h09-O governo anunciou nesta segunda-feira as novas regras para contratação de professores temporários na rede pública de ensino do Distrito Federal. As alterações estão previstas no Projeto de Gestão Compartilhada das Escolas, apresentado nesta segunda-feira pelo Secretário de Educação, José Luiz Valente.
Escolas do DF terão mais recursos e autonomia
Sinpro critica programa de gestão do GDF
A partir de agora, os docentes deixarão de ter vínculo empregatício com a Secretaria de Educação e receberão apenas as horas de aulas dadas. Até então, as regras estabeleciam que o professor, quando convocado, assinava contrato de um ano e recebia salário integral de um docente da rede pública, incluindo as gratificações.
Os docentes temporários substituem os efetivos licenciados. Todos os anos, um banco-reserva é formado. Os professores são chamados conforme a necessidade. O problema é que a vigência do contrato é fixa – de 12 meses – e vale mesmo que o professor substituto fique apenas um ou dois meses em sala de aula. Com a volta do professor efetivo, ele é alocado para algum cargo administrativo. Se não houver algum disponível, recebe o salário sem trabalhar, até que termine o prazo de vigência(Isso não é verdade. Afirmo isso, porque sou professor contrato-temporário).
As novas regras começam a vigorar a partir da próxima semana, após assinatura de decreto pelo governador José Roberto Arruda. O texto prevê uma relação de expectativa de direito do docente temporário com a Secretaria de Educação. “Quando chamado, ele não assina contrato. Entra em serviço imediatamente e recebe pelo tempo de aula dado”, explica Eunice Santos, assessora jurídica da Secretaria. Segundo ela, tudo está sendo feito dentro da legalidade. Hoje, quando é preciso chamar um professor temporário, ele demora 15 dias para entrar em exercício. “Isso gera um transtorno na escola. Professores efetivos têm que cobrir a ausência do colega até a chegada do temporário”, explica o secretário de Educação, José Luiz Valente.
Segundo Valente, o Distrito Federal não tem problema de falta de docentes. Hoje, a rede pública possui 41 mil professores, 28 mil deles na ativa. “Mantemos o banco de temporários apenas para suprir licenças de saúde, matrimônio ou maternidade. Elas acontecem com certa freqüência, até porque a maioria dos docentes é do sexo feminino”, afirma.
A remuneração de um professor do DF – a mesma que é paga na íntegra a um docente temporário - é de R$ 924, mais as gratificações. A Secretaria de Educação ainda não definiu o preço da hora-aula de um docente temporário no novo sistema. Mas, a princípio, o parâmetro será o vencimento básico de um funcionário efetivo.
Concurso público
A coordenadora de imprensa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), Rosilena Corrêa afirma que a maior rapidez na contratação de temporários resolve é um avanço no funcionamento da rede pública de ensino. Entretanto, em última instância, a entidade é a favor da realização de concurso público.
“Insistimos que haja concurso para que se tenha o mínimo de temporários possível. Também achamos que deve haver justiça na definição do valor dessa hora-aula. É exigida uma formação desses professores, não deve haver discriminação”, afirmou a coordenadora. Ela acrescentou que o Sinpro aguarda o anúncio do valor que será definido pelo governo.
Harlei Cursino Vieira says:
maio 16th, 2008 at 11:39 pm
Pobres pagam mais imposto que os ricos no Brasil
Nota do IPEA
Os 10% mais ricos concentram 75% da riqueza do país. Para agravar ainda mais o quadro da desigualdade brasileira, os pobres pagam mais impostos que os ricos.
Segundo levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apresentado hoje (15/5) ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) reunido em Brasília, os 10% mais pobres do país comprometem 33% de seus rendimentos em impostos, enquanto que os 10% mais ricos pagam 23% em impostos.
“O país precisa de um sistema tributário mais justo que seja progressivo e não regressivo como é hoje. Ou seja, quem ganha mais deve pagar mais; quem ganha menos, pagar menos”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, durante a apresentação do levantamento, que foi feito por pesquisadores das diretorias de Estudos Sociais, Macroeconomia e Estudos Regionais e Urbanos, para contribuir na discussão da reforma tributária.
Os números do Ipea mostram que os impostos indiretos (aqueles embutidos nos preços de produtos e serviços) são os principais indutores dessa desigualdade. Os pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que os ricos. Enquanto os ricos desembolsam em média 5,7% em ICMS, os pobres pagam 16% no mesmo imposto.
Nos impostos diretos (sobre renda e propriedade) a situação é menos grave, mas também desfavorável aos mais pobres. O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) tem praticamente a mesma incidência para todos, com alíquotas variando de 0,5% para os mais pobres a 0,6% e 0,7¨% para os mais ricos. Já o IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana) privilegia os ricos. Entre os 10% mais pobres, a alíquota média é de 1,8%; já para os 10% mais ricos, a alíquota é de 1,4%.
“As mansões pagam menos imposto que as favelas, e estas ainda não têm serviços públicos como água, esgoto e coleta de lixo”, alertou o presidente do Ipea.
Veja os dois documentos que compõem o levantamento do Ipea.
Levantamento