Quem quer ser professor?
terça-feira, outubro 16, 2007 16:49Ontem foi o dia dos professores. Há quem não reconheça a imensa responsabilidade de um profissional desses. Fala-se muito da responsabilidade de outras profissões, como médicos, engenheiros, por exemplo. Não desmerecendo ninguém, é o professor o responsável pela formação de um cidadão, como você, que pode ler um texto como este.
Formar um cidadão, passar uma visão de mundo, deve ser um peso incrível sobre os ombros daqueles que têm essa função. Vai muito além de ensinar o be-a-bá.
Faz uns três meses que vejo notícias falando da falta de docentes no ensino básico estampadas em vários veículos.

“Mais de 70% dos formados em Licenciatura no País não trabalham como professores nas escolas brasileiras. [...]
A valorização da profissão [de professor] minguou com a expansão de estudantes nas escolas públicas brasileiras na última década. Em julho, o Conselho Nacional de Educação (CNE) chegou a divulgar um estudo que falava em apagão de professores, já que o País teria uma déficit de 246 mil profissionais. [...]
‘A responsabilidade em trabalhar com crianças é muito grande e a remuneração é baixa’, diz profissional que atua como personal trainner. ‘Além disso, na academia somos mais respeitados’.” Estadão – 15/10
E você, professor, como incentivaria um jovem a ingressar nesta profissão?

Andre L. Soares says:
outubro 17th, 2007 at 10:53 am
Realmente é uma das mais importantes profissões, que influencia de modo muito significativo no desenvolvimento do país. Contudo, todo trabalho requer sua contrapartida monetária. Talvez por isso esteja havendo essa atual falta de docentes. Eu mesmo já dei aula e troquei de profissão por achar que não compensava. Mas continuo respeitando muito quem tem perseverança para continuar nessa profissão.
Fátima says:
outubro 21st, 2007 at 10:17 am
Oi,Débora:
sinceramente…eu acho que não incentivaria, não!
Acho que ando cansada de brigar pela educação, sabe?
Talvez seja a velhice chegando, rsrsrrsrss
Bjs
Ronaldo says:
junho 20th, 2009 at 10:44 am
Eu acredito ter vocação para cursar a licenciatura de letras inglês, mas as condições de trabalho me desanimaram.
Hoje estou me formando em outra área, empregado como estagiário e ganhando mais que um professor.
Não acho justo o professor ganhar tão pouco, dada a responsabilidade; mas também não acho justo eu, estudante de escola pública, ter recebido a péssima educação que recebi de alguns professores e estes ainda virem reclamar de salário e condições de trabalho.
Talvez se eu e meus colegas tivéssemos recebido boa educação da maior parte dos nossos professores, agora iniciariamos as mudanças, pois seriam mais cabeças pensando na situação da sociedade de forma mais crítica. Porém, nós somos minoria… E o que pode fazer uma minoria intelectual que deseja mudança com uma maioria educada pela cultura de massa e acomodada?
O professor é um dos agentes transformadores da sociedade, mas nada faz para exercer seu poder. Apenas prolonga o reinado dos maus profissionais que regem nosso país.
É uma pena…
Pare de falar, começe a fazer.
Zeni Pereira Teixeira says:
setembro 28th, 2009 at 2:52 pm
Olá!! Sou formada em Letras pela PUC Minas e isso foi a 30 anos.Nunca consegui um trabalho fixo nesta profissão por motivos que não cabe aqui relatar.Fiz vários concursos na área,fiz cursos para aperfeiçoar,mas o máximo q consegui foi ser professor substituto ou contratado pelo estado por poucos meses.Não fiz o magistério e nem tenho habilitação p trabalhar com as primeiras séries do ensino fundamental.e apesar de tds as dificuldades em exercer essa profissão q é a base de tds as profissões eu adoraria ter um cargo em uma escola e poder lecionar e aprender sempre mais….bom foi só um desafo…tenho 53 anos e ando a procura de emprego e estabilidade…Tb fiz até o 5º período de Psicologia na UFMG,mas fui jubilada…Sei que preciso me reciclar mas nem tenho onde lecionar….
Márcio says:
dezembro 3rd, 2009 at 11:35 pm
Sinceramente, não incentivo e jamais incentivaria algum aluno ou outro jovem a cursar alguma licenciatura para se tornar professor. Ainda mais no estado de São Paulo. Além dos salários miseráveis e das péssimas (em muitos casos ausentes) condições de trabalho, temos de suportar agressões, ameaças, humilhações, perseguições e todo o tipo de situações degradantes proporcionados por uma parcela de alunos, pais e comunidade em geral, além de não contarmos com nenhum apoio por parte do governo. Pelo contrário, somos responsabilizados pelo fracasso da educação paulista. Ao contrário do meu colega formado na PUC Minas, eu possuo cargo na rede pública de ensino paulista há 5 anos e – GRAÇAS A DEUS – não trabalharei mais como professor. Após algum tempo, minha desilusão com a carreira foi tamanha que, neste final de ano, abandonarei o magistério e me dedicarei a uma outra ocupação com melhor remuneração.