Palestras e exposições para levar e recomendar aos alunos

Aos professores que querem retomar o segundo semestre com força total e aproveitar o gás para turbinar sua cultura, seguem algumas dicas para os mestres da capital paulista e àqueles que têm facilidade para vir para cá e aproveitar esses benefícios:

1) Masp
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) tem o serviço educativo, que cadastra o professor e permite entrada livre para visitar as exposições do MASP.

As condições de participação do serviço educativo estão no site.

- Além do benefício do passe livre, o museu oferece o Curso introdutório à história da arte a partir da coleção do Masp.

A agenda está no site do museu e os próximos eventos são:

6 de setembro
A Educação Faz Tudo, de FRAGONARD

4 de outubro
A Banhista e o Cão Grifon (Lise à Beira do Sena), de RENOIR

1° de novembro
O Grande Pinheiro, de CÉZANNE

6 de dezembro
A Compoteira de Peras, de LÉGER

Grande Auditório do MASP - primeiro subsolo
Sábados das 11h00 às 13h00
370 vagas - gratuitos
MASP - Av. Paulista, 1578 - São Paulo - SP
Tel: (11) 3251.5644 / Fax: (11) 3284.0574
Horário de funcionamento: Quinta-feira, das 11h às 20h. Terça, quarta, sexta, sábado, domingos e feriados, das 11h às 18h. (A bilheteria fecha com uma hora de antecedência)

E lembrem-se que todas as terças-feiras o museu oferece entrada grátis para todos.

2) Museu da Língua Portuguesa

O homenageado da temporada não poderia ser melhor: Machado de Assis ganhou uma exposição para sua obra no ano do centenário de sua morte.

Exposição Machado de Assis: “Mas este capítulo não é sério”
Museu da Língua Portuguesa - De terça a Domingo - 10h-17h.
Até dia 26 de outubro de 2008
Praça da Luz, s/n, Centro - São Paulo – SP
Informações: Tel.: (11) 3326-0775

3) Pinacoteca do Estado

Ao sair do Museu da Língua Portuguesa, a pedida é aproveitar para passar na Pinacoteca do Estado e conferir a exposição Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma leitura dos trópicos .

São 70 obras do artista francês, que participou da Missão Artística Francesa, e por isso serão apresentadas suas obras que retratam o Rio de Janeiro.

Para compreender melhor a obra de Taunay, a Pinacoteca arranjou uma série de palestras gratuitas. Confira a agenda:

16 de agosto - Nicolas Taunay e os gêneros da pintura

Palestra com Luciano Migliaccio (USP) e Luiz Marques (Unicamp). Sábado, às 15h, no Auditório da Pinacoteca. Participação gratuita, mediante retirada de senhas na recepção do museu.

23 de agosto- Nicolas Taunay e os pintores da colônia Lebre

Com Valéria Piccoli (Pinacoteca do Estado) e Valéria Lima (Unimep)Sábado, às 15h, no Auditório da Pinacoteca. Participação gratuita, mediante retirada de senhas na recepção do museu.

30 de agosto - Nicolas Taunay e seus descendentes

Com Elaine Dias (Pós-doutoranda FAU/USP e equipe da curadoria da exposição) e Claudia Valladão de Mattos (Unicamp. Sábado, às 15h, no Auditório da Pinacoteca.Participação gratuita, mediante retirada de senhas na recepção do museu.

Nicolas-Antoine Taunay Vista do Morro de Santo Antonio

Nicolas-Antoine Taunay Vista do Morro de Santo Antonio

A Pinacoteca também proporciona visitas guiadas para grupos de estudantes. Para isso, basta o professor entrar em contato no setor educativo para agendamento, pelos telefones (11) 3324-0943 ou 3324-0944 com Valdir ou Heber. Acesso a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2 – fone 11 3324.1000
http://www.pinacoteca.org.br/index.php

Quem aqui tem uma história para contar?

Fui convidada a conhecer e falar do Mais Brasil para Mais brasileiros, um site que que estimula o internauta a compartilhar histórias de sua vida, relacionadas a temas como trabalho, saúde, educação, cultura e muitos outros.

Qualquer pessoa pode cadastrar sua história: basta preencher um cadastro simples, escrever o depoimento e aguardar aprovação.

No site, você pode também ler as histórias publicadas por outros internautas. Ao navegar pelos textos, observei o alto número de histórias de vida e de superação relacionadas a educação e destaco três: um texto que fala com sensibilidade da dificuldade de educar alunos portadores do Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperatividade. Outro, em tom professoral, fala da importância do investimento em educação. O terceiro é de um jovem relatando as dificuldades de realizar seu sonho: ingressar no ensino superior.

Mais Brasil para Mais brasileiros é um acervo de histórias curtas, que faz você conhecer pedacinhos da vida e da luta de outras pessoas. Quem colaborar por lá, coloque o link aqui para compartilhar com os outros leitores do blog o seu depoimento.

Você sabe como despertar em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Dados da Rede Iberoamericana de Ciência e Tecnologia (Ricyt), da Argentina, revelam que o Brasil tem o pior índice de interesse por ciência entre os países da América Latina.

A pesquisa foi realizada em sete grandes cidades do Brasil, além de Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá e Chile. Em São Paulo, 35% dos entrevistados disseram não se interessar por ciência, porque não compreendem os textos de conteúdo científico.

Esses dados foram revelados por Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, durante o congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, em Madri, Espanha. Para o secretário, a falta de interesse do público pela ciência é um fato inserido em um contexto mais amplo, que envolve variáveis como cultura geral e estímulo que o indivíduo recebe pelos meios de comunicação.

A conclusão do secretário é que é muito importante a capacitação dos pesquisadores, cientistas e jornalistas para que juntos possam divulgar as produções científicas e consolidar a cultura no país.

O secretário se esqueceu, porém, de citar os professores, talvez a forma mais estratégica de divulgar a importância da pesquisa, ciência e tecnologia. O professor pode, desde cedo, desmistificar a dificuldade dos textos científicos. Esses são capazes de mostrar que textos técnicos, na verdade, encurtam nosso caminho para conclusões, além de aumentar o poder de análise e reflexão dos estudantes (e de todos).

Como você, professor, desperta em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Minha mãe é minha voz

Na música Genipapo Absoluto, Caetano Veloso diz de uma forma muito bonita que somos o espelho de nossa criação: “Minha mãe é minha voz”.

O vídeo a seguir é faz parte da capanha australiana chamada Child Friendly.

O propósito deste vídeo, lançado em 2006, é mostrar como as crianças e jovens são influenciados pelos adultos e incentivar que os responsáveis se tornem um modelo positivo de comportamento.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=ShIXDzJJaWw[/video]

Áudio para os meus leitores

O filme Vermelho Como o Céu entrou no circuito de cinemas em São Paulo na semana passada. Uma dica para os educadores é assistir a essa película italiana, porque durante duas horas você será obrigado a pensar na questão da inclusão.

Mirco, o protagonista e inspirador do filme, é uma criança que ficou cega depois de um acidente com a espingarda do pai. Seus pais são obrigados a retirá-lo da escola pública e levá-lo a uma instituição que educa crianças deficientes visuais.

Fique atento ao modo que o filme retrata a escola. Nossa sociedade costuma estigmatizar pessoas com necessidades especiais, como se fossem menos capazes ou limitadas. Não foi diferente na escola que o menino Mirco precisou freqüentar após perder a visão. O diretor do instituto mostra que não acredita no potencial das crianças que cuida.

Assista ao filme e lembre-se que esse preconceito nas escolas não está restrito apenas a crianças como Mirco, isso abrange todos os marginalizados de nossa sociedade.

Aproveito o post para falar que estou testando o RoboBraille sugerido pelo Henrique do blog Revolução ETC. A idéia do site é que robôs transformem seus textos em arquivos de áudio e também em braille. Já existe a opção em português de Portugal. Soa bastante estranho para nós, mas é o que temos por enquanto.

Os próximos textos de Contos da Escola vão disponibilizar uma versão em áudio e em breve em braille (ainda não tive sucesso na conversão. Nos primeiros testes, meus arquivos foram corrompidos por culpa da formatação). Vou mandar os posts anteriores aos poucos para a “tradução”. Essa medida vai dar um pouco mais de acessibilidade para este blog.

Sobre o RoboBraille, o que posso dizer por enquanto é que as pontuações do texto não são muito bem lidas pelo robô.

O melhor é que é muito fácil de usar. Aposto que daqui a pouco vai ter alguém que faça um plugin para que o WordPress faça a tradução automática, no momento da publicação!

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