Tomates para Contos da Escola

O blog Contos da Escola foi indicado pelo Leitura e Escrita na Escola para ser mais um Blog com Tomates. Segundo as regras deste meme, um “blog com tomates” luta pelos direitos humanos.

tomates

Agradeço a lembrança da minha amiga Fátima, que na minha opinião faz um dos melhores Edublogs da blogosfera. Agora, cabe a mim indicar outros blogs para os leitores que aqui chegaram. Lá vai:

1 - Leitura e Escrita na Escola - indico para professores de língua portuguesa que querem realizar atividades bacanas usando a web sem perder o foco na matéria.
2 - Futuro Professor - reflexões importantes sobre a educação feitas por André e Rafael, universitários antenados.

3 - Blog da Formação - Esse é um blog português, escrito por Vitorino Seixas. Além de trazer ótimos textos sobre a educação em Portugal, o blog sempre comenta as novidades que acontecem em outros países europeus.

4 - Vivência Pedagógica - O blog do site Vivência Pedagógica é um canal ótimo para descobrir coisas interessantes que estão acontecendo, palestras, cursos.

Contos da Escola em Digestivo Cultural e Carta na Escola

Um dos melhores sites de cultura, o Digestivo Cultural divulgou uma nota em seu blog “Sobre Contos da Escola”. A seguir, o print-screen do post:

Digestivo Cultural

Espere que tem mais…

A revista Carta na Escola fez uma matéria sobre blogs educativos e o Contos da Escola apareceu! A matéria, publicada na edição 14 - página 62, recomenda também Leitura e Escrita na Escola, Blogosfera M@rli, Lousa Digital e o site coletânea de edublogs Internet e Web na Educação. Clique na imagem abaixo para ler toda a reportagem!

Carta Na Escola

MUUUUITO OBRIGADA!

Wiki In Education - Resenha do wiki-book de Stewart Mader

Stewart Mader é um evangelizador do uso de Wiki como ferramenta de trabalho do professor. O livro Wiki in Education é um wiki-book (livro escrito e vendido na plataforma wiki) e foi lançado em 2006 e pode ser uma boa fonte de informação para aqueles que querem implementar uso da internet no ensino.

Wiki in Education apresenta 10 capítulos (em inglês), que são na verdade relatórios feito por professores norte-americanos que usaram wiki com seus alunos. Os capítulos, redigidos pelos próprios professores que experimentaram a ferramenta mostram a abordagem que foi usada para o uso do wiki: qual foi o trabalho proposto, desenvolvido e seu objetivo. Além disso, os textos discriminam o que foi desenvolvido com cada grupo de estudantes e também os resultados obtidos em cada um dos caso: aspectos positivos, negativos, as dificuldades enfrentadas e os grandes desafios.

wikiineducation.JPG

Nenhum dos pesquisadores anuncia uma fórmula fechada ou infalível para que o professor aplique o wiki com seus alunos. Cada classe reagiu de uma maneira diferente a ferramenta, mas as descobertas em Wiki in Education tinham como constante:

- os alunos eram obrigados a participar, pois o wiki monitorava a participação de cada estudante no histórico

- a pesquisa coletiva aumentava o interesse do aluno pela matéria

- ensinava o respeito pela opinião de outro colega, sendo necessário o debate antes da edição do texto

- as pesquisas se aprofundavam e faziam os alunos buscar fontes que não fossem somente a internet

- os professores nunca apresentavam uma forma única de trabalho - mesclavam wiki com blogs ou wikis coletivos com wikis indivuduais.

- projetos poderiam seguir rumos diferentes dos originalmente traçados

Outro ponto importante da experiência que merece ser destacado: o aluno SEMPRE é editor ativo. Não foi mostrado nenhum caso onde o wiki da classe era administrado e redigido apenas pelo professor. O wiki era uma construção coletiva e que os estudantes eram responsabilizados pela construção do conteúdo.

O livro é um bom ponto de partida para os professores que gostariam de usar a internet como apoio para o aprendizado de seus alunos. Os professores já notaram a necessidade da adaptação de sua estrutura de aula para os novos meios de comunicação. Por isso, estamos em fase de testes e é ainda difícil colher os bons resultados. O que nos resta é estudar com afinco os casos de sucesso e dar a cara a tapa para as tentativas e os erros, e principalmente manter a mente aberta para que certos números não emperrem as mudanças.

Aguarde: entrevista com Stewart Mader em breve aqui!

Sobre Wiki in Education:
Publicado em 2006, www.wikiineducation.com
Para ter acesso a todos os capítulos e o download em PDF custa US$ 19,00 mas todos os meses Mader libera um novo capítulo grátis.

Wiki: a aula continua pela internet

O papo aqui é: usar a internet como aliada no ensino, uma ferramenta utilíssima em seu trabalho, não importa o nível que o professor esteja, do fundamental à faculdade.

Notei que poucos professores conhecem o gerenciador de conteúdo wiki. Vou enumerar aqui dicas sobre “o que fazer com esse publicador”, muito mais do que os blogs, os wikis são capazes de fazer a aula continuar pela internet.

Seu site wiki pode:

- ser calendário de atividades - marcar trabalhos, provas, seminários…

- estender as aulas pra web - sugestão de leituras complementares dos assuntos tratados em classe, colocar links de bons conteúdos, manter arquivos de texto, imagens etc.

- base de conhecimento: notas feitas em aula feitos pelos alunos, resenhas de textos lidos

- arquivos de trabalhos: os alunos que fazem seminários usando arquivos como power-point podem armazenar o material no wiki depois da aula.

- contato com alunos: muitos professores passam no começo do ano uma listinha para as pessoas escreverem os respectivos emails para receberem notícias das aulas. Mas os professores nunca têm tempo para digitar aquela imensa lista.

Por quê usar o publicador WIKI?

Eu sei que muita gente logo pensa na famosa wikipédia quando lê essas 4 letrinhas “WIKI“. Mas esse publicador é uma plataforma excelente para a criação de um website em conjunto, afinal o professor alimenta o site com a colaboração dos estudantes. Alguns outros bons motivos:

- os alunos são obrigados a fazer o log in para editar e publicar conteúdo, o que torna o wiki seguro

- site em constante bastante adaptável. Muda de acordo com as necessidades

- estudantes recebem notificações de atualização via RSS, não é preciso visitar o site todos os dias

- você não precisa ser nenhum gênio da programação para ter seu próprio wiki

Claro que seria muito mais confortável a escola montar uma base wiki para cada classe. Mas temos que ser pró-ativos e entender que essa realidade ainda não está na cabeça off line de muitas administrações, enquanto nossos os estudantes esbanjam vontade de conectar a vida real com o mundo digital.

Proponho para os professores que se empolgarem com a dica: quem quiser usar o wiki com seus alunos pode hospedar aqui por um ano em troca de observarmos e darmos pitacos ;-). Vamos deixar disponível para que outros professores vejam e acompanhem como o trabalho pode ser feito e quem sabe ser inspiração para outros.

Quem quiser montar seu wiki grátis, segue uma lista de bons serviços:

Outros blogs que tratam de como usar a web na educação são: Blogosfera Marli, Ideários ,
O blog Aprendente também fez um artigo e o Sergio Blog também publicou hoje um post muito legal sobre projetos web e escolas além do site Vivência Pedagógica que sempre traz assuntos com esse tema.

Claro que esqueci um monte de gente que já falou do assunto, quem se lembrar avise-me para incluir o link.

Nem tudo o que pode ser contado, conta

A nota não costuma ser vista como avaliação do professor, mas sempre do aluno.

Lendo alguns posts na blogosfera sobre o papel das notas escolares como instrumento de avaliação do conhecimento do aluno, resolvi também conversar.

O tema, que foi despertado pelo Sergio Lima após ler o texto do colunista Stephen Kanitz, foi comentado pelo Rafael Slonik e pelo Sergio Tucano. Isso merece um debate longo, mas de cara, o que todos nós concordamos é que “nem tudo o que pode ser contado, conta”. Ou seja: a nota nem sempre “avalia” o aluno.

A avaliação está enraizada em nossa cultura - em todos os aspectos, não só na escola. A nota é vista por Kanitz e por vários pesquisadores como uma forma autoritária de impor a necessidade do estudo, uma ameaça para o aluno. O interessante é que a nota não costuma ser vista como avaliação do professor, mas sempre do aluno.

Lendo esses textos, só consigo me lembrar de um ensaio chamado “A produção do fracasso escolar” (PATTO, M.H.S.), que uma pesquisadora vai a casa de crianças que sofreram mais de duas reprovações na mesma série. Em todos os casos relatados nesse ensaio, as escolas classificaram as crianças como portadoras de “inteligência abaixo da média para a idade”, simplesmente porque o aluno não atingiu as notas médias da turma.

Então, a pesquisadora ia até a casa das crianças e em poucas visitas percebia como eram completamente normais e muito inteligentes. Ser reprovado para essas crianças não significava somente perder os amigos que passavam de ano. Era também ser humilhado diante dos colegas quando os próprios professores falavam dele como uma criança “burra”, um caso perdido. Tido como “burro” por todos, a criança certamente se enxerga como menos inteligente do que os outros.

Observem como não era só a nota que acabava com a auto-estima dos pequenos, era também a ignorância dos próprios professores que ensinavam aquele aluno.

A criança, tirada do seu dia-a-dia de brincadeiras e descobertas, é colocada entre quatro paredes e uma lousa e é obrigada sentir interesse nas matérias escolares. Um texto muito interessante da psicóloga Jan Hunt - que me emprestou também o título deste post - ilustra bem o papel da nota nas escolas:

“Notas baixas podem ser conseqüência de vários fatores fora do controle da criança, tais como a apreciação subjetiva negativa de um professor, a incapacidade da escola de dar conta de diferenças individuais, situações familiares perturbadoras, provas com perguntas mal formuladas e concepções erradas sobre o que sejam matérias importantes. As notas deveriam ter um sentido informativo. A informação mais útil que se pode extrair delas é se o método de ensino usado pelo professor é o mais adequado para o atual interesse e estilo de aprendizado de cada criança em particular.”

> extraído de The Natural Child Project

Next Page »

Close
E-mail It