Notebook de mil reais para professor já tem data para ser vendido

O governo disponibilizou um site com mais detalhes sobre o Projeto Computador Portátil para professor que vai oferecer aos professores da rede pública e privada o notebook de R$ 1000,00 reais. A idéia do programa é facilitar a inclusão digital dos professores de nível básico, profissional e superior.

A configuração mínima foi anunciada no site.

- memória de 512 megabytes (expansível para 1 MB)
- disco rígido de armazenamento de 40 gigabytes
- tela plana de cristal líquido (LCD)
- internet sem fio (tecnologia wireless)
- software livre

Achei a configuração mínima muito fraca pelo preço que será cobrado. É possível encontrar ofertas de notebooks com hardware mais poderoso pelo mesmo preço e igualmente parcelado em 12 vezes! Por isso, fique de olho em outras ofertas e não pense que isso que o governo está oferecendo é a melhor opção.

Aqueles que estão interessados nesse notebook poderão adquirí-lo a partir de 9 de outubro, segundo o site dos Correios, que foi escolhido para ser a loja virtual do programa. Antes da liberação final a todos os interessados, o programa passa por uma fase de teste, a partir do dia 11 de agosto, e somente os professores de cidades escolhidas para implementação de teste do projeto poderão comprar o produto.

Uma outra idéia interessante seria dar aos professores o mesmo financiamento para que eles comprassem seu notebook onde bem entendessem. Talvez grandes redes oferecessem benefícios ainda melhores se soubessem de um público tão grande prestes a comprar notebooks.

Inclusão social no Rio de Janeiro

Acredito que sofremos de overdose de informação sobre educação. Porque essa é a única explicação justificar que diante de tantos textos, filmes, documentários, grandes mídias falando da educação como caminho para “inclusão social de milhares de brasileiros”, a educação como “base de tudo”, a educação é “a solução para tudo isso que está aí”. E aí? Overdose de debate é como debate nenhum. Aliás, será que estamos debatendo mesmo?

De qualquer forma, decidi aumentar o espaço neste blog para falar mais iniciativas que realmente transformam a vida das pessoas. E que sempre, de uma forma ou de outra, passam pelo tema da educação.

Vou falar hoje do que acontece com o Banco da Providência, no Rio de Janeiro. Fundado em 1959, por Dom Hélder Câmara.

Com o lema “Ajudando muita gente a não precisar mais de ajuda”, o banco desenvolve:

“Um programa que visa incluir socialmente famílias que se encontram abaixo da Linha da Pobreza. Atualmente atua em 59 comunidades de baixa renda e promove: capacitação da liderança local, formação de multiplicadores, identificação das vocações e possibilidades das comunidades para geração de renda e mobilização da rede de parceiros para a inclusão social.”

Banco da Providencia

A equipe do Banco da Providência viu que era necessário capacitar as pessoas para que elas pudessem trabalhar. Isso significa: ensinar a pessoa a entender o quanto custa sua matéria prima, seu tempo e seu trabalho para poder gerar renda e sustentar sua família. Ou então, dar alguma formação para que a pessoa faça algum tipo de trabalho no mercado formal.

Essa formação tem um custo: R$ 54,00 por família/mês. Por aí já vemos que o problema do Brasil não é dinheiro.

Quem levanta essa grana para que 900 famílias/ano sejam inseridas socialmente são as parcerias com instituições, iniciativa privada, a Feira da Providência e o Arraial da Providência. Além disso, sua ajuda é muito bem-vinda! Veja o site e como você pode ajudar.

http://www.providencia.org.br/

Encontros e debates sobre educação e inclusão

No dia 24 de abril, aconteceu a apresentação do projeto de Extensão de alunos e pesquisadores da Faculdade de Educação da USP “Direito à Educação - Focalizando os alunos com necessidades educacionais especiais“. O resultado da pesquisa é um material para orientar professores no trato do aluno surdo ou com deficiência auditiva.

O site oficial da pesquisa diz:

A concepção deste material teve como intenção sensibilizar professores e demais profissionais das redes públicas de ensino, oferecendo conceitos, argumentos e propostas de ações, para que propiciem atendimento adequado aos alunos com necessidades educacionais especiais, sob a perspectiva da educação inclusiva.

Recomendo o download do PDF do Caderno de Apoio, que está no site do Vivência Pedagógica. Dois vídeos muito interessantes estão também disponíveis para download.

Aproveito para sugerir a todos que se interessam pelo assunto Educação e Inclusão, o II Encontro: Serviço de Apoio Pedagógico Especializado: contribuições para Educação Inclusiva.

Áudio para os meus leitores

O filme Vermelho Como o Céu entrou no circuito de cinemas em São Paulo na semana passada. Uma dica para os educadores é assistir a essa película italiana, porque durante duas horas você será obrigado a pensar na questão da inclusão.

Mirco, o protagonista e inspirador do filme, é uma criança que ficou cega depois de um acidente com a espingarda do pai. Seus pais são obrigados a retirá-lo da escola pública e levá-lo a uma instituição que educa crianças deficientes visuais.

Fique atento ao modo que o filme retrata a escola. Nossa sociedade costuma estigmatizar pessoas com necessidades especiais, como se fossem menos capazes ou limitadas. Não foi diferente na escola que o menino Mirco precisou freqüentar após perder a visão. O diretor do instituto mostra que não acredita no potencial das crianças que cuida.

Assista ao filme e lembre-se que esse preconceito nas escolas não está restrito apenas a crianças como Mirco, isso abrange todos os marginalizados de nossa sociedade.

Aproveito o post para falar que estou testando o RoboBraille sugerido pelo Henrique do blog Revolução ETC. A idéia do site é que robôs transformem seus textos em arquivos de áudio e também em braille. Já existe a opção em português de Portugal. Soa bastante estranho para nós, mas é o que temos por enquanto.

Os próximos textos de Contos da Escola vão disponibilizar uma versão em áudio e em breve em braille (ainda não tive sucesso na conversão. Nos primeiros testes, meus arquivos foram corrompidos por culpa da formatação). Vou mandar os posts anteriores aos poucos para a “tradução”. Essa medida vai dar um pouco mais de acessibilidade para este blog.

Sobre o RoboBraille, o que posso dizer por enquanto é que as pontuações do texto não são muito bem lidas pelo robô.

O melhor é que é muito fácil de usar. Aposto que daqui a pouco vai ter alguém que faça um plugin para que o WordPress faça a tradução automática, no momento da publicação!

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