Você sabe como despertar em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Dados da Rede Iberoamericana de Ciência e Tecnologia (Ricyt), da Argentina, revelam que o Brasil tem o pior índice de interesse por ciência entre os países da América Latina.

A pesquisa foi realizada em sete grandes cidades do Brasil, além de Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá e Chile. Em São Paulo, 35% dos entrevistados disseram não se interessar por ciência, porque não compreendem os textos de conteúdo científico.

Esses dados foram revelados por Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, durante o congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, em Madri, Espanha. Para o secretário, a falta de interesse do público pela ciência é um fato inserido em um contexto mais amplo, que envolve variáveis como cultura geral e estímulo que o indivíduo recebe pelos meios de comunicação.

A conclusão do secretário é que é muito importante a capacitação dos pesquisadores, cientistas e jornalistas para que juntos possam divulgar as produções científicas e consolidar a cultura no país.

O secretário se esqueceu, porém, de citar os professores, talvez a forma mais estratégica de divulgar a importância da pesquisa, ciência e tecnologia. O professor pode, desde cedo, desmistificar a dificuldade dos textos científicos. Esses são capazes de mostrar que textos técnicos, na verdade, encurtam nosso caminho para conclusões, além de aumentar o poder de análise e reflexão dos estudantes (e de todos).

Como você, professor, desperta em seus alunos o gosto pela pesquisa científica?

Estudantes ainda têm aulas em escolas de latinha em São Paulo

Hoje é dia de volta às aulas em várias escolas estaduais em São Paulo. Uma triste notícia é que muitas crianças vão continuar estudando nas famosas escolas de latinha. A diferença é que agora esses prédios estão maquiados de alvenaria, como denuncia a matéria do Estadão de hoje, no caderno de Vida e Educação.

Em outubro de 2005, o caderno de Educação da Folha de São Paulo já falava que em 2006 todas as escolas de latinha seriam trocadas por alvenaria. Na mesma reportagem, pode se perceber o perigo de estudar em escolas com essa estrutura, chamada de padrão Nakamura, pois seu telhado de zinco atingia 60ºC em cidades do interior de São Paulo.

Mais atenção aos cursos tecnológicos

O Seminário Internacional Ensino Superior numa Era de Globalização, que aconteceu no dia 3 de dezembro, na sede da Fapesp, analisou que o Brasil precisará dar mais atenção aos cursos tecnológicos para ter um ensino superior democrático de qualidade.

Dados do Censo da Educação Superior brasileiro e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) provam que menos de 1% dos estudantes no país se formou em cursos superiores tecnológicos, nos últimos dez anos. Enquanto isso, nos países desenvolvidos o índice chega a 29%.

O grande problema é que os cursos tecnológicos não são tão valorizados. As pessoas pensam que por terem um currículo diferente, seria um curso menos nobre que uma faculdade. Mas aí é um longo trabalho para quebrar o preconceito e incentivar o crescimento desses cursos no Brasil.

Veja a matéria completa aqui.

Para onde vai o dinheiro?

Você, que gosta de criticar as besteiras que o governo faz com o dinheiro arrecadado e quer mais transparência nas contas públicas, tem a oportunidade de entender e controlar os recursos do Brasil. É o que promete o programa “Olho Vivo No Dinheiro Público”, um curso online fornecido pela Controladoria Geral da União.

“Para facilitar o aprendizado e incentivar a participação das pessoas, as aulas são divididas em três módulos. O primeiro deles busca conscientizar o aluno para a importância da participação nas questões que afetam a sociedade. Em seguida, são apresentados conceitos básicos sobre órgãos controladores, transparência, orçamento, entre outros. Por último, os participantes aprendem como proceder para encaminhar denúncias aos órgãos responsáveis.” (Administradores.com.br)

O próximo curso será oferecido em janeiro do próximo ano e as inscrições poderão ser feitas pelo site www.cgu.gov.br.

Inclusão social no Rio de Janeiro

Acredito que sofremos de overdose de informação sobre educação. Porque essa é a única explicação justificar que diante de tantos textos, filmes, documentários, grandes mídias falando da educação como caminho para “inclusão social de milhares de brasileiros”, a educação como “base de tudo”, a educação é “a solução para tudo isso que está aí”. E aí? Overdose de debate é como debate nenhum. Aliás, será que estamos debatendo mesmo?

De qualquer forma, decidi aumentar o espaço neste blog para falar mais iniciativas que realmente transformam a vida das pessoas. E que sempre, de uma forma ou de outra, passam pelo tema da educação.

Vou falar hoje do que acontece com o Banco da Providência, no Rio de Janeiro. Fundado em 1959, por Dom Hélder Câmara.

Com o lema “Ajudando muita gente a não precisar mais de ajuda”, o banco desenvolve:

“Um programa que visa incluir socialmente famílias que se encontram abaixo da Linha da Pobreza. Atualmente atua em 59 comunidades de baixa renda e promove: capacitação da liderança local, formação de multiplicadores, identificação das vocações e possibilidades das comunidades para geração de renda e mobilização da rede de parceiros para a inclusão social.”

Banco da Providencia

A equipe do Banco da Providência viu que era necessário capacitar as pessoas para que elas pudessem trabalhar. Isso significa: ensinar a pessoa a entender o quanto custa sua matéria prima, seu tempo e seu trabalho para poder gerar renda e sustentar sua família. Ou então, dar alguma formação para que a pessoa faça algum tipo de trabalho no mercado formal.

Essa formação tem um custo: R$ 54,00 por família/mês. Por aí já vemos que o problema do Brasil não é dinheiro.

Quem levanta essa grana para que 900 famílias/ano sejam inseridas socialmente são as parcerias com instituições, iniciativa privada, a Feira da Providência e o Arraial da Providência. Além disso, sua ajuda é muito bem-vinda! Veja o site e como você pode ajudar.

http://www.providencia.org.br/

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