Como encontrar uma escola pública de período integral em São Paulo

Alguns internautas escreveram emails me perguntando como é possível descobrir quais são as escolas de São Paulo que têm período integral.

Basta consultar o site da Secretaria de Educação de SP na área de Escolas com Período Integral.

Se você não conseguir localizar uma escola por esse site, ligue para a Diretoria de Ensino de sua região. O número da Diretoria de Ensino de sua região pode ser encontrado no site da Secretaria de Educação de SP, na seção Central de Atendimento (na barra superior).

A Diretoria de Ensino certamente irá informar o nome de todas as escolas de período integral próximas a sua casa.

Estudantes ainda têm aulas em escolas de latinha em São Paulo

Hoje é dia de volta às aulas em várias escolas estaduais em São Paulo. Uma triste notícia é que muitas crianças vão continuar estudando nas famosas escolas de latinha. A diferença é que agora esses prédios estão maquiados de alvenaria, como denuncia a matéria do Estadão de hoje, no caderno de Vida e Educação.

Em outubro de 2005, o caderno de Educação da Folha de São Paulo já falava que em 2006 todas as escolas de latinha seriam trocadas por alvenaria. Na mesma reportagem, pode se perceber o perigo de estudar em escolas com essa estrutura, chamada de padrão Nakamura, pois seu telhado de zinco atingia 60ºC em cidades do interior de São Paulo.

Sala de aula digital no Espírito Santo

O Governo do Espírito Santo criou um programa chamado “Sala de Aula Digital“. O objetivo é melhorar a qualidade da aprendizagem dos estudantes utilizando-se de ferramentas tecnológicas.

Estudante no PC

A primeira ação, que deverá chegar aos professores ainda neste ano, prevê o oferecimento de cursos de informática básica aos professores da rede estadual. Além disso, está programada a distribuição de equipamentos multimídia, que vão beneficiar 92.297 alunos e 3.244 professores.

A Secretaria de Educação planeja investir na orientação dos professores. Para isso, disponibilizará uma lista de endereços eletrônicos que servirá como fontes de pesquisa para orientar o docente na preparação de sua aula.

A idéia é que toda a utilização dos equipamentos seja monitorada e que, no segundo semestre de 2008, os próprios professores passem a produzir um aulas digitais que poderão ser utilizadas, com pequenas adaptações, em toda a rede de ensino.

Quem quer ser professor?

Ontem foi o dia dos professores. Há quem não reconheça a imensa responsabilidade de um profissional desses. Fala-se muito da responsabilidade de outras profissões, como médicos, engenheiros, por exemplo. Não desmerecendo ninguém, é o professor o responsável pela formação de um cidadão, como você, que pode ler um texto como este.

Formar um cidadão, passar uma visão de mundo, deve ser um peso incrível sobre os ombros daqueles que têm essa função. Vai muito além de ensinar o be-a-bá.

Faz uns três meses que vejo notícias falando da falta de docentes no ensino básico estampadas em vários veículos.

professor

“Mais de 70% dos formados em Licenciatura no País não trabalham como professores nas escolas brasileiras. [...]

A valorização da profissão [de professor] minguou com a expansão de estudantes nas escolas públicas brasileiras na última década. Em julho, o Conselho Nacional de Educação (CNE) chegou a divulgar um estudo que falava em apagão de professores, já que o País teria uma déficit de 246 mil profissionais. [...]

‘A responsabilidade em trabalhar com crianças é muito grande e a remuneração é baixa’, diz profissional que atua como personal trainner. ‘Além disso, na academia somos mais respeitados’.” Estadão - 15/10

E você, professor, como incentivaria um jovem a ingressar nesta profissão?

O papel da riqueza econômica na vida escolar dos jovens

A professora da UFMG Maria Alice Nogueira fez uma pesquisa que vai contra a corrente do que dizem as pessoas (coisas maravilhosas acontecem quando alguém coloca à prova o senso comum) e em lugar de produzir mais um estudo sobre o fracasso escolar da população pobre, investigou se havia fracasso escolar entre alunos cujos pais são médios e grandes empresários em Minas Gerais.

No imaginário popular, as universidades públicas têm suas vagas preenchidas pelos “ricos”, graças à equação: Boas escolas particulares + apoio financeiro = maior oportunidade de ingressar em uma Universidade Pública.

O artigo Favorecimento Econômico e excelência escolar: um mito em questão fez a prova dos nove. Investigando a trajetória escolar de 23 estudantes entrevistados, a professora Maria Alice Nogueira descobriu:

Um pouco mais da metade do grupo investigado sofreu alguma reprovação ao longo da escolaridade básica (ensino fundamental e médio). Mais precisamente, 13 jovens foram afetados, perfazendo juntos um total de 19 reprovações.

[...] A defasagem acumulada no percurso não impedirá, no entanto, os jovens em atraso de ingressar no ensino superior. [...] Além disso, há também o fato de que a escolha da instituição de ensino superior recai sobre instituições privadas que se caracterizam por praticarem exames vestibulares menos seletivos e, na maior parte, pouco exigentes.

[...] Com relação especificamente ao vestibular da UFMG, 7 três quartos dos jovens tentaram (quase sempre, uma única vez), mas não obtiveram aprovação nesse vestibular. Quanto ao quarto restante, é razoável supor que, diante do alto grau de competitividade, jovens com preparo insuficiente, ou que assim se sintam, não se candidatam a esse exame vestibular.

A autora ainda complementa o dado com um estudo realizado por Simon Schwartzman, em 2004, com base nos dados do IBGE, prova que o estudantado do ensino superior privado apresenta renda familiar superior à do estudantado da rede pública.

O artigo também revela que 17 dos 25 jovens entrevistados exerciam atividade remunerada desde os 18 anos, e estavam matriculados nos cursos noturnos porque conciliavam trabalho e estudo.

Next Page »

Close
E-mail It